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Véus, espadas, bengala, candelabros, pandeiro e velas. Estes acessórios contribuem para dar um toque especial a esta dança sensual e fascinante. Os ritmos são muitos e o corpo da bailarina se movimenta de acordo com cada um deles.
"A dança acontece ao som da música árabe. As clássicas são mais instrumentais e
com a presença da percussão. Hoje, dançamos com a música mais moderna, mais
pop, que usa uma batida eletrônica, além dos instrumentos tradicionais"
, diz a
professora de dança do ventre, Fabíola Mattos.
A roupa também é essencial para completar o ambiente. Uma saia, um cinturão e
um top são as peças básicas. "A saia é rodada e longa e o cinturão dão o brilho
e o peso no quadril. As peças geralmente são cheias de penduricalhos que fazem
barulho"
, explica. Para completar, luvas, muita pulseira e uma tiara. A maioria
das mulheres dança descalço, apesar de algumas usarem salto.
A dança do ventre teve origem no Egito e era um ritual pela fertilidade e
celebração das deusas femininas. Era praticada só entre as mulheres. Ela se
misturou aos costumes dos árabes, dando origem à dança folclórica árabe. A
partir daí, os acessórios foram introduzidos e cada um deles tem um significado
diferente. "Nesta dança há muita batida de pé, o que surgiu como uma semelhança
ao fato de os árabes baterem laje com os pés"
.
Assim, a dança foi se espalhando pelos países e, em cada lugar, ela ganhou uma característica. Segundo Fabíola, no Brasil, os homens participam da dança folclórica, cortejando a mulher. Mas, os árabes não aceitam isso. Os véus e a vela fora colocados na dança egípcia, sendo que os primeiros foram introduzidos pelos americanos.
A dança do ventre é muito diferente dos ritmos brasileiros. "Muitas mulheres
têm dificuldades em aprender, porque é uma dança que divide. Uma hora a mulher
mexe o quadril, na outra a barriga e depois a cabeça, por exemplo. E aqui, as
danças mexem o corpo todo. Geralmente, as pessoas demoram cerca de um ano para
aprenderem a dançar"
.
Fabíola dança há seis anos e começou, porque precisava fazer uma atividade
física. "Não imaginei que fosse seguir em frente e começar a dar aulas. É uma
atividade excelente, as aulas são muito dinâmicas, aeróbicas e trabalham o
corpo todo. Quando as alunas começam, elas têm dores, principalmente no braço,
que precisa ficar sempre suspenso, na mesma posição"
, completa.
Segundo a professora, a dança tem sido procurada por mulheres de todas as
idades. "Não temos turmas divididas por faixa etária. As mulheres acima de 35
anos têm procurado muito. É uma forma de elas elevarem a auto-estima, se
encontrarem como mulheres, com feminilidade, apesar de já terem cumprido seu
papel de mulher, ressalta.
Em Juiz de Fora, são poucos os locais que oferecem aulas de dança do ventre, como o Balladines Escola de Dança, Clube Sírio e Libanês e Corpus Núcleo de Dança. Se você tem uma escola de dança em Juiz de Fora, envie o nome para o e-mail redacao@acessa.com.
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