
13/10/98
O Parque da Lajinha foi criado em 1983 e é um dos principais pontos turísticos de Juiz de Fora. Situado na Avenida Paulo Japiassu Coelho, no Bairro Teixeiras, ocupa uma área de 140 mil m2 , possui duas cachoeiras, um lago, quiosques, campo de futebol, pista de bicicross, churrasqueiras, chafariz e um coreto. Juntamente com as matas do Campus Universitário, da Reserva de Santa Cândida e do Morro do Imperador, sua área fazia parte da Mata Atlântica. O parque municipal fica aberto diariamente das 8:00h às 17:00h, recebendo, em média, 100 visitantes por dia. Dois convênios assinados pela Prefeitura no dia 22 de setembro vão viabilizar sua transformação em um Parque Zoobotânico.
Dois convênios firmados pela Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, garantem o desenvolvimento deste projeto. Eles foram assinados no dia 22 de setembro. O primeiro, tem como parceiro a Fundação Jardim Zoológico da Cidade do Rio de Janeiro (RioZoo).
Em agosto do ano passado, a convite da SMDE, a RioZoo realizou um estudo em sete áreas da cidade e concluiu que o Parque da Lajinha é o local mais apropriado para a instalação de um Zoológico. Dentre os aspectos que determinaram esta escolha, o Presidente da Fundação, Vicente Luiz Cantini destacou a existência de um grande lago, as benfeitorias já realizadas, como portarias, estacionamento e vias internas, além da localização privilegiada do Parque, permitindo fácil acesso pela BR- 040.
Segundo o Secretário de Desenvolvimento Econômico, João Carlos Vítor Garcia, este é um projeto multifacetado que abrange os aspectos educacional, científico e turístico. Ele acredita que sua execução tornará o Parque um referencial para o lazer na cidade e região. “Trata-se de um conceito moderno de zoológico, ligando a preservação da fauna a estudos científicos de espécies ameaçadas de extinção”, afirma.
A Fundação RioZoo está encarregada de elaborar o projeto físico, arquitetônico e orçamentário para a instalação do Zoológico. Dentro de três meses vai apresentar um levantamento detalhado sobre as condições atuais do Parque da Lajinha. Serão constatadas as possibilidades de criação de espaços apropriados para a exposição de animais, sem a utilização de jaulas, e um estudo do tratamento veterinário, biológico e nutricional que eles devem receber. Será analisada também a possibilidade de criação de um núcleo de reprodução de animais ameaçados de extinção.
Em troca, a Prefeitura vai fornecer transporte, hospedagem e uniformes para os 170 funcionários da RioZoo que estarão envolvidos no projeto. Mas, a PMJF não vai ter nenhum gasto. Tudo está sendo garantido pelas empresas patrocinadoras e parceiras do projeto. Um ZooMóvel, expondo animais empalhados, foi instalado no Parque da Lajinha, entre os dias 04 e 08 de maio para testar a receptividade da comunidade. No veículo, havia espécies de mamíferos, aves e répteis com ficha técnica e histórico de cada um. Durante este período, mais de mil pessoas estiveram presentes no parque para ver o ZooMóvel. O Assessor Executivo da SMDE e coordenador do projeto, Carlos Willian Ragone Jabour, numa previsão otimista, acredita que o Zoológico de Juiz de Fora chegue a receber a visita de 300 mil pessoas por ano.
No Parque será construído também um anfiteatro. Contando com recursos audiovisuais, será um espaço destinado às ações de educação ambiental. Atividades de Pesquisa e Extensão da UFJF poderão ser desenvolvidas no orquidário, no bromeliário e em outros setores. Carlos Willian afirma que o Parque Zoobotânico da Lajinha é um projeto de vanguarda, pois estará adotando procedimentos comuns em parques de primeiro mundo. “O objetivo da atual administração é promover melhores condições de vida para a população. Nada mais receptivo do que a criação de áreas recreativas que possuam espaço para o desenvolvimento da educação ambiental”, afirma.
Para incentivar o turismo, o Ipplan estuda a possibilidade de promover um concurso nacional para a criação do projeto de um restaurante a ser instalado no Parque. Ele teria como parceiros o Instituto de Arquitetura Brasileiro (IAB) e a Sociedade de Arquitetos e Urbanistas de Juiz de Fora (SAL-JF).
“Por enquanto, não há nada confirmado”, enfatiza Álvaro. “Mas, a idéia é de que o restaurante possa funcionar também de forma independente, não estando seu atendimento limitado aos horários de funcionamento do Parque”, finaliza.
Colaboração: Juliana Escobar Estudante do 7º Período da Faculdade de Comunicação Social da UFJF