Cidade
de Neoplasia Ricardo Moysés Jr
Juizforano mostra que também é
bom em solidariedade e
adota uma criança
07/06/99
Seiscentos e dez mil reais. Esse é o dinheiro que a Fundação Ricardo Moysés
Jr., rua
Alencar Tristão, 35, Santa Terezinha, precisa para construir a sede
própria no bairro Cascatinha. Para arrecadar os recursos, começou em março
a campanha “Quero ser padrinho de uma criança com câncer”.
Cerca de 3000 pessoas já contribuem, através do débito na
conta telefônica, com a quantia de R$5, R$10 ou R$15.
Além de folhetos e outdoors espalhados pela cidade, a campanha está sendo divulgada também em escolas como Jesuítas e Balão Vermelho, que recebem visitas dos voluntários e cupons informativos e de adesão. Há cinco anos, desde que foi fundada pela professora Jane Berlose Moysés, a instituição vem funcionando em um casarão cedido pela Santa Casa de Misericórdia por um instrumento de cessão de comodato.
Agora com um terreno de 900m2, doado pela Prefeitura, a Fundação, de acordo com o contrato assinado, precisa começar a construção da nova sede até 2 de junho do ano que vem. Caso isso não ocorra, pode perder o espaço. Com a própria casa, a Fundação Ricardo Moysés Jr poderá assistir a cerca de 200 crianças e a intenção é expandir seus atendimentos. Com um projeto de construir um anexo, a gerente Luciana Salgado pretende oferecer às crianças consultas psicológicas, dentárias e a sessão quimioterápica. Ao falar sobre as perspectivas para o futuro, Luciana acha melhor não determinar um número de pacientes, mas proporcionar a cada um deles um tratamento digno.
Comunidade em ação
Solidariedade está sendo a palavra chave para definir a sobrevivência da
Fundação. Com apenas seis funcionários fixos, as outras atividades são
divididas entre os 50 voluntários. Através de doações de medicamentos,
roupas, alimentação e boa vontade para ajudar na manutenção e organização
do local, a comunidade sustenta a fundação.
"Embora seja reconhecida pelo município, estado e governo federal, a instituição ainda não recebe nenhum apoio de órgãos públicos, o que obriga cada vez mais que a gerência e a comunidade usem a criatividade para continuar mantendo os serviços prestados", reclama Luciana Salgado. Para isso, a Fundação promove churrasco, bingos, jantares e tem um bazar que é montado com roupas doadas.
A instituição conta também com a Home Page (www.cancerinfantil.org.br) para facilitar as doações e divulgar os trabalhos. Mas Luciana admite que o mais difícil é comprar os medicamentos. "Hoje o que a instituição mais precisa são remédios como Granulokine e antibióticos em geral, necessários após as quimioterapias".
Atualmente a Fundação Ricardo Moysés Jr. tem cadastrados 89 portadores de algum tipo de câncer. Eles têm entre 0 e 21 anos e são de Juiz de Fora, região e outros estados. Isso significa que ela acolhe cerca de 178 pessoas, já que cada criança tem direito de ficar com a mãe durante o tratamento na cidade. Nesse período, além da moradia, a criança também recebe pagamentos de exames, catéter (que é usado para injeção do remédio quimioterápico) e alimentação adequada após cada sessão de tratamento. À família carente é doada uma cesta básica por mês e também legumes e verduras toda semana.
Como Participar
A professora Jane Berlose Moysés, depois que seu filho Ricardo Moysés Jr.
morreu de câncer, tomou a iniciativa de ajudar as crianças carentes que
sofrem da mesma doença. Em 31 de outubro de 1994, Jane fundou, então, a
Fundação de Apoio aos Portadores de Neoplasia homenageando o filho com o
nome da instituição. Sem fins lucrativos e sobrevivendo de doações, o
objetivo da instituição é prestar assistência social, técnica e médica aos
doentes e às suas famílias.
Para participar da campanha, que conta com a dançarina Sheila Carvalho como madrinha, basta preencher o cupom e enviar para a Fundação. Os depósitos podem ser feitos por débitos na conta telefônica ou boletos. O dinheiro deve ser depositado nas seguintes contas:
- Bradesco - agência 080-9 conta 109109-3
- Banco do Brasil - agência 0024-8 conta 3710-9
Colaboração: Raquel Chrispim
Estudante do 6º
período
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