Marco da história cultural da cidade

Luciana Mendonça
15/09/99
Além de trens de carga passando pelos trilhos, a antiga Estação Central de
Juiz de Fora, na Praça Dr. João Penido, conta com novo espaço para a cultura.
O prédio principal abriga
agora a Sociedade de Belas Artes Antônio
Parreiras. A iniciativa integra o
projeto de revitalização da construção, sob responsabilidade da Prefeitura
Municipal e da Rede Ferroviária Federal. Trata-se do Programa Ferroviário de
Ação Cultural (PROFAC), que tem por fim transformar as históricas estações
em centros culturais. No projeto devem também ser reativados o antigo Teatro
Estação Arte e o Museu Ferroviário.
Já está aprovada a reativação do Núcleo Histórico, onde funcionava o Museu Ferroviário, com peças antigas, telégrafos e vários outros objetos históricos. O Teatro Estação Arte vai contar com instalações adequadas para pequenas apresentações, disponibilizando 80 lugares. Pretende-se construir ainda uma sala de dança espelhada.
O prédio da Estação Central foi inaugurado em julho de 1877 e servia à Estrada de Ferro D. Pedro II. A construção é um dos mais belos cartões postais da cidade e remonta a uma época bastante próspera no município, então chamado de Manchester Mineira.
O prédio original sofreu intervenção em 1833, quando foi ampliado e, em 1902, adquiriu sua conformação atual, seguindo padrões neoclássicos. Além do neoclassicismo de sua estampa externa, impressiona a ornamentação interior, que inclui ladrilhos hidráulicos com desenhos e cores ricamente empregados, ornamentos salientes de estuque, colunas de pedra, entre outros elementos.
A praça e o prédio da estação já foram cenário de filmes nacionais que
descreveram o período de industrialização das cidades brasileiras em fins do
século XIX. Um exemplo recente foi a filmagem do longa-metragem “Policarpo
Quaresma”.