Conheça o perfil do profissional do futuro

No balanço das profissões

Ao falar de profissionais de vanguarda, a consultora Vera Lúcia Ciuffo refere-se aos home officers, webdesingers, ciber-engenheiros, jornalistas digitais, surfers. Um lote de profissões criadas em função da Internet. Os home officers são aqueles que trabalham, confortavelmente, em sua casa e enviam sua tarefas via e-mail. Já os webdesigners são aqueles que cuidam do visual e da navegabilidade da página.

A jornalista Liliana Glanzman atua há dois nesta área. Acompanhou o processo de reformulação do jornal O Dia Online e, hoje, é responsável pela criação e produção de links, layout e imagens, home page do grupo teatral "Tia". Ela diz que para ser uma webdesigner é preciso estudar muito. “De preferência ter uma formação superior na área de Comunicação Social ou Educação Artística”, enfatiza. Ler livros, fazer cursos e navegar bastante também pode contribuir para o aperfeiçoamento.

Já Elza Brasil está se preparando para ser uma designer do ciberespaço e, para isso, ela conta com a experiência de dez anos como diagramadora de jornais impressos. Há um ano, ela ilustra a página principal e as reportagens do JF Service, e, para ampliar sua atuação, pretende fazer cursos de HTML.

Quando o assunto no site é programação pesada, entram em cena os ciber-engenheiros. Eles cuidam da estrutura dos sites, o que inclui além do HTML, CGI, base de dados, comércio eletrônico. Em Juiz de Fora, o salário pode variar entre R$400 e R$3 mil. Há dois anos e meio desenvolvendo soluções para a Grande Rede, Marco Aurélio da Silva criou, no ano passado, o primeiro supermercado virtual de Minas Gerais: o ClickMart. Autodidata, ele lê documentação sobre programas (tutoriais, guias de referência) disponíveis na Net para se manter atualizado.

Paulo José da Silva Filho, que participou do planejamento e da implantação dos mapas no JF Service, também usa a Rede para se manter informado. Ele aconselha quem quer atuar como ciber-engenheiro a ingressar num curso superior. Cursando o segundo ano de Tecnologia de Processamento de Dados, ele diz que isso é indispensável para quem quer avançar na carreira.

Para cuidar do conteúdo dos sites, surge a figura do jornalista digital. Além de apurar e redigir as reportagens, o web profissional faz pequenos ajustes nas imagens, tira fotos digitais e editora em HTML todo o conteúdo. Atuando na função há dois anos, a Chefe de Redação do JF Service Luciana Mendonça diz que há oportunidade no mercado para este profissional. "Além de ter conhecimentos básicos de informática e Internet, o jornalista digital deve estar sempre aberto a nova funções", ensina a jornalista.

No mundo real, outra profissão em alta, segundo o coordenador Paulo Mariano, é a de Turismo. Para captar recursos, as cidades estão investindo nesta área, principalmente em eventos como festas, conferências, encontros. Outra função efêmera, mas lucrativa, neste final de século, é a de bug profissional, ou seja, especilialistas em informática que estão vendendo conhecimentos para evitar a falha nos computadores que vai acontecer na virada do ano 2000.

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