Curso oferece formação abrangente
Criado em 1992, o curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) já formou cinco turmas até abril de 2000. Vinculado à Faculdade de Engenharia, oferece formação abrangente, o que permite a atuação do profissional nas áreas de urbanismo, arquitetura de interiores, paisagismo, design de móveis, entre outras atividades. É aluno que escolhe o nicho de mercado que pretende atuar.
São cinco anos de curso e as disciplinas estão subdividas em três grupos: fundamentação (História, Estudos Ambientais e Sociais, Desenho), profissionalizantes (Projetos de arquitetura, urbanismo e paisagismo) e trabalho final de graduação. No projeto de conclusão, o aluno deve articular todo o conhecimento adquirido durante o curso, elaborando um projeto original. Atualmente, conta com 40 professores, sendo quinze deles arquitetos e os demais engenheiros. Outra característica do curso é a não obrigatoriedade do estágio. “Por apresentar muitas disciplinas práticas, a modalidade não é exigida”, explica o coordenador do curso, Rogério Amorim do Carmo.
Para o universitário Bruno de Castro Montreuil Brando, que cursa o 7º
período, a rotina do curso é tranqüila, mas aconselha. “O aluno deve se
dedicar bastante às matérias que ensinam técnicas de elaboração de projeto,
já que elas são a coluna vertebral do curso”. Jacqueline de Lima Cunha,
aluna do 6º período, discorda do colega quando o assunto é o dia-a-dia do
acadêmico do curso. “São exigidos inúmeros trabalhos e projetos. É preciso
se esforçar para dar conta. A gratificação é que, mais do que projetar,
aprendemos a ter outra noção da sociedade e da função social de cada
edificação”, relata Jacqueline, referindo-se às disciplinas de fundamentação.
O professor Klaus Chaves Alberto concorda com ela. “O curso exige muito do
aluno. Por isso, ele deve ter uma paixão enorme pela arquitetura e pela
cidade. Além de se informar, circular bastante entre as grandes áreas do
conhecimento”. Apesar disso, Jacqueline não esconde suas críticas com
relação ao currículo. Para ela, a atual grade curricular dificulta a
participação de atividades extracurriculares como estágios, já que existem muitas
“janelas” entre os horários das disciplinas.
