Educação
Arquiteto: o planejador de espaços

Prova de Aptidão

O vestibular é realizado anualmente e são oferecidas 50 vagas . Mas o grande “bicho-papão” do concurso para Arquitetura é a prova de habilidade específica, que é eliminatória. Antes mesmo de fazer a prova da primeira fase do vestibular, o candidato é submetido ao teste de aptidão. Se não obtiver sucesso, tem a chance de prestar vestibular para outro curso: a frustrante segunda opção.

Mas, segundo o Chefe do Departamento de Arquitetura, Antonio Couchete, não há motivo para tanto alarde. “O vestibulando deve ter a capacidade mínima de apreender o espaço e expressá-lo graficamente com criatividade”, explica. Fazendo jus ao ditado “é melhor prevenir do que remediar”, Bruno de Castro Montreuil Brandão (foto) fez até curso de desenho.”Achei melhor me preparar”, confessa. Jacqueline de Lima Cunha não chegou a tanto, mas diz que ficou um pouco apreensiva no dia da avaliação. Por isso, ela aconselha a quem tem dificuldades a fazer um curso de desenho. Mas alerta: “O importante é que a pessoa tenha uma visão global do espaço arquitetônico. Não é preciso desenhar com riquezas de detalhes, mas ter sensibilidade de captar traços que defina o objeto observado”.

Para Rogério Mascarenhas Aguiar, o bom profissional não precisa, necessariamente, ser um excelente desenhista. “Esta habilidade pode ajudar na elaboração do projeto, mas não é imprescindível”, argumenta. Ele ressalta ainda que durante a faculdade há disciplinas que ensinam a elaborar desenhos técnicos. E isso, segundo ele, qualquer um pode aprender.

A informática como parceira

Constam ainda do currículo matérias que estimulam o uso da informática. A intenção, de acordo com o coordenador do curso, Rogério Amorim do Carmo, é incrementar a formação do futuro arquiteto. Nestas aulas, o estudante aprende a elaborar projetos, lançando mão de programas como AutoCad, Corel Draw, 3D Studio, entre outros.

Currículo novo

Há um ano, o curso foi reconhecido pelo Ministério da Educação e sofreu mudanças curriculares. Algumas das disciplinas profissionalizantes foram incorporadas e introduzidas no primeiro período. Uma delas é “Técnicas Retrospectivas”, que habilita o profissional a atuar na área de patrimônio histórico.

Um dos pontos positivos, segundo o professor Klaus Chaves Alberto, é a presença de matérias sobre projeto desde o primeiro período. Ele acredita que com isso o aluno terá a oportunidade de amadurecer suas habilidades, já que o nível de dificuldade destes trabalhos vai aumentado de forma gradativa.