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Juiz de Fora, 04/12/2008 | Assinantes | Assine | Boletim | Contato | Facilitador | Anuncie  

A Redação no Vestibular

Dada a estrutura adotada pelo vestibular da UFJF, a prova de redação tornou-se fundamental para aqueles que desejam obter uma vaga. Por isso achamos válido tecer alguns comentários/dicas sobre esta prova.

Tentar convencer vestibulando de que redação não é bicho-papão é tarefa tão fácil quanto convencer torcedor fanático que o Zagalo vai voltar a ser técnico da seleção novamente.

Só de pensar na redação, o pessoal já sente calafrios, acha que o corretor vai ser subjetivo, tem medo da liberdade quase total, de escrever o que pensa, sem estar atrelado as assertivas da prova de múltipla-escolha. Fica em pânico por ser testado em capacidade que não se adquire nas cadeiras dos cursinhos: conhecimento da linguagem e capacidade de se expressar.

Para se escrever bem só há uma receita: ler, entenda-se bons livros é claro e não apenas as páginas esportivas dos jornais. Se você não leu durante toda a vida, leitura de boas crônicas ou contos de autores competentes já é um começo.

Lembre-se de que numa redação é cobrada a articulação de idéias de uma forma geral. Não se espera do candidato uma obra literária. Os examinadores estão querendo saber se você consegue se expressar coerentemente, usando argumentos lógicos e linguajar, no mínimo decente.

Aí é que o “bicho pega”: pela falta de leitura, muita gente se complica. Ao querer impressionar a banca corretora, usa palavras difíceis, que não conhece bem o significado, e saem pérolas do tipo: “a meretríssima professora que está a corrigir estas mal traçadas linhas...”. É provável que ao ler isto a mesma tenha uma síncope, morra do coração, você seja levado a julgamento como responsável pela morte e aí será tarefa fácil para qualquer meretíssimo juiz decretar a sentença: culpado e reprovado.

Há ainda o pessoal criativo que só emprega clichês do tipo: Eu e minha gatinha nascemos um para o outro, somos que nem corda e caçamba. Ela não queria namorar comigo, mas eu insisti, baseado no dito popular: água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Mas, no fundo eu até sabia que ela era muita areia para o meu caminhãozinho. Isto também só leva a um veredito: reprovado.

Procure expressar as suas idéias; se não as tiver, tente inventar, mas copiar nunca! Não tente impressionar o corretor, pois a correção é itenizada, ou seja, a nota total é dada por ítens específicos tais como: ortografia, pontuação, adequação ao tema entre outros.

Preocupe-se em ser claro, em não fugir ao tema, em não cometer erros crassos que assustarão o corretor. Como nada deste mundo é “imexível” (isto foi dito por um culto ministro em uma oportunidade. Não siga o exemplo, pois ele era ministro, ficou famoso por ter criado a expressão e você não passa de um simples e mortal vestibulando). Caso não tenha certeza do significado ou da grafia de uma palavra não hesite em trocá-la por um sinônimo.

Para maiores informações, dicas quentes, úteis para se sair bem numa prova de redação sugerimos acessar a página: www.cave.com.br/pagdica.htm

Colaboração: Curso Cave - Pré-Vestibular
R. Halfeld, 608/405. Tel: 215-4044
E-mail: info@cave.com.br




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