Provedores brasileiros lutam por redução
de preços de acesso à Internet

Repórter: Luciana Mendonça
01/03/99
Os provedores de acesso e serviços Internet do Brasil estão formando um movimento nacional para protestar contra os altos preços praticados pelas empresas fornecedoras de infra-estrutura para a Grande Rede. A iniciativa surgiu após a fracassada greve dos internautas no dia 13 de janeiro, que culpava os provedores pelos valores cobrados no país. O argumento dos organizadores é que, com a redução do custo do backbone, os provedores poderão oferecer maior velocidade de acesso e atender melhor os clientes, sem aumentar os preços da mensalidade. Até agora, 55 provedores de acesso já aderiram ao movimento, através da home-page http://www.movimentoprovedores.com.br. Em Juiz de Fora a ArtNet e a IPS aderiram ao movimento nacional.
O Movimento dos Provedores visa também aumentar a conscientização dos usuários e entidades responsáveis da importância da Internet no país. O site do Manifesto explica da seguinte forma a estrutura da Internet: “A rede é construída em três camadas: infra-estrutura, serviços e aplicações. A infra-estrutura é formada pelas linhas de comunicação e pela máquina de transmissão e de recepção. Isto é vendido para os provedores pela Embratel e pelas teles. É esta a camada que encarece o custo Internet no Brasil.”
A explicação em números aparece, no site do Movimento, para detalhar a situação: “O preço de tabela da porta da Embratel, para os provedores brasileiros que têm interesse em um link de 1,5 Mb é de R$19.601,51. Comparando com a média mensal paga pelos provedores norte-americanos da ordem de US$ 2,215.71, vemos que pagamos 7,3 vezes a média do mercado americano (considerando o dólar a R$ 1,21).” Apesar de os provedores brasileiros pagarem muito mais para oferecer acesso à Internet, ainda assim os preços nacionais ficam bem próximos dos valores cobrados nos EUA. Em Juiz de Fora, por exemplo, o provedor IPS cobra U$20,66 (mantendo o dólar a R$1,21) pelo acesso ilimitado. Nos EUA, o maior provedor, o AOL, cobra U$21.
Os interessados em apoiar o movimento podem enviar e-mail para apoio@movimentoprovedores.com.br.
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