Repórter: Emilene Campos
21/06/2000
A modalidade, caracterizada como aprendizagem colaborativa, consiste na apresentação de temas, enviados por e-mail às escolas participantes. Além de discutirem as questões em sala de aula, os alunos produzem textos, individuais ou em grupo, e disponibilizam o material no endereço http://www.geocities.com/lapbpsi/aprendiz.php. O coordenador do projeto, Marcos Emanoel Pereira, acredita que a atividade não seria possivel sem o auxílio da Grande Rede, principalmente por conta da agilidade do tempo de resposta, da possibilidade de interação e do baixo custo.
Cada semana é trabalhado um tópico diferente dentro do tema de educação
ambiental. Apesar da proximidade com a área de Ciências, a idéia é que as
questões sejam tratadas de forma interdisciplinar.
É o que vem
acontecendo na Escola Municipal Jesus de Oliveira. A coordenadora pedagógica
da escola, Maria de Fátima Franco, conta que os alunos têm aperfeiçoado cada
vez mais a escrita, através do subprojeto "A construção do texto em
Ciências". “Como alunos sabem que o texto será lido por outras
pessoas (que não seus pais e professores) eles se empenham em produzir um
texto mais convincente, mais elaborado", diz, entusiasmada.
O curioso é que, apesar desta escola não ter acesso à Internet, o projeto tem surtido resultados satisfatórios. Isso foi possível porque a responsável pela proposta, Maria de Fátima Franco, acessa o site em sua casa e imprime as questões e as páginas do site onde as respostas são veiculadas. Depois, ela repassa todo o conteúdo aos 170 alunos. Para facilitar o processo, a escola vai apresentar uma proposta junto à Secretaria de Educação, solicitando um laboratório de informática.
A nova atividade serviu ainda para reaquecer o trabalho de artesanato que já existia na Jesus Oliveira. Está prevista também uma exposição para o final do mês. No Colégio São José, o projeto também culminou em ações concretas. Uma delas, segundo Marcos Emanoel, é o sistema de coleta seletiva interna.
Custo Zero
O projeto "O meio ambiente e a escola" não conta com recursos financeiros
nem do governo nem da iniciativa privada. O trabalho vem sendo desenvolvido sem a necessidade de grandes
investimentos, já que contam com a infra-estrutura da UFJF e das próprias
escolas. Embora esteja satisfeito com os resultados, o coordenador Marcos
Emanoel Pereira admite que se
contasse com mais investimentos a proposta estaria em outro patamar. A
intenção é vincular à proposta de trabalho ao ProInfo
.
Por que discutir Ecologia?
A escolha do tema não foi por acaso. “A idéia era escolher um tema relevante
que motivasse os alunos a participarem”, explica o coordenador do projeto,
professor Marcos Emanoel Pereira. Havia ainda a intenção de formar parceria
com uma entidade que quisesse ampliar sua área de atuação através da Grande
Rede. Daí o convênio com a AMA-JF. Além disso, antes de montar o projeto, professor Marcos navegou na
Internet em busca de propostas de aprendizagem colaborativa e, em muitos dos
casos analisados, se deparou com a temática ecológica.
Escolas participantes
O coordenador do projeto Marcos Emanoel Pereira explica que
foram convidadas todas as escolas públicas e particulares de Juiz de Fora,
que oferecem ensino de 1º grau. Segundo ele, todos os estabelecimentos que
responderam ao convite estão participando. O coordenador atribui
a baixa receptividade a uma série de fatores. Entre eles, a falta de
infra-estrutura das escolas e o medo da informatização. “Medo que é baseado
no discurso humanista de que a máquina vai substituir o ser humano",
opina.
Para obter mais informações sobre o projeto "A escola e o meio ambiente", consulte http://www.geocities.com/labpsi/aprendiz.php