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"Não é a dança em si que resolve um relacionamento morno, ou aquece ainda
mais uma paixão." Quem esclarece é a professora de dança, Jamine Aischan
(foto). Ela admite que muitas mulheres, casadas ou até mesmo adolescentes querendo
preparar uma surpresa para o namorado, matriculam-se no curso por um
interesse meramente sexual. Porém, a realidade é outra. Símbolos sexuais construídos pela mídia, como a Feiticeira, que faz uso dos ritmos e adornos orientais para seduzir seu público, em nada tem a ver com a real prática das danças orientais. "O dançar proporciona o erotismo, mas este não deve ser banalisado", explica a professora.
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"Me senti meio ridícula, pensando em me exibir para uma pessoa que não era a certa. Hoje estou mais feliz comigo, aceitando melhor o meu corpo, que está longe de ser de uma musa da TV, mas que pode agradar em muito a quem realmente me desejar", explica-se.
Mariana não deixou de frequentar as aulas. Muito pelo contrário. "Como nunca gostei de fazer ginástica, encontrei na dança oriental um estímulo para cuidar do corpo e, claro, trabalhar meu potencial de sedução", afirmou Mariana, que há 1 ano matriculou-se em uma escola de dança.
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Como a dança do ventre não exige parceiros, fica uma dúvida no ar: "- Será
que os homens gostam de tamanha passividade?" Muitos homens parecem estar
respondendo a esta pergunta na prática, seguindo o exemplo das mulheres e
procurando as academias para dançar. Eles imitam, sem pudor, os movimentos ondulatórios dos quadris das bailarinas. Embora a releitura masculina da dança do ventre esteja sendo muito bem aceita (em especial, entre as mulheres!) ela desvirtua um pouco a coisa. |
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No entanto, aos homens não resta apenas a função de mero espectador. A dança de acompanhamento, dentro da cultura árabe (foto), tira o homem da posição passiva. "Suas funções são enaltecer a conquista, a força e as habilidade tipicamente masculinas", explica Jamine.
Mas é preciso lembrar que quem está acima do peso não se sentirá linda como Gisele Büdchen, após alguns meses de curso. A dança é um exercíco de baixo impacto e escola de dança não é o local certa para se perder quilos em excesso. No entanto, a dança do ventre é excelente para tonificar músculos, em especial os abdominais e das pernas.
Muitas mulheres com dificuldade em engravidar procuram a dança do ventre como complemento terapêutico. Os movimentos abdominais e do períneo dão harmonia ao funciomento de órgãos internos, firmeza ao assoalho pélvico, alívio de tensões patológicas e hormonais. Ainda, profissionais da área afirmam que este tipo de exercício facilita o parto e a recuperção deste.
Como trabalha a feminilidade e potencializa a sexualidade, a prática da dança do ventre é um ótimo exercício para quem está na faixa dos 40, pois alivia os sintomas gerados pela deficiência hormonal e prepara a mulher para as inevitáveis modificações da menopausa.