Por Luciana Mendonça
Vinte e um bilhões de litros são produzidos hoje no Brasil. Houve um rápido
crescimento em relação há cinco anos, quando a produção era de 14 bilhões.
Mas ainda assim o país precisa importar o alimento, já que o consumo é de 25
bilhões. A importação vem de países como a Argentina, Austrália, Nova
Zelândia, Uruguai e União Européia.As tecnologias desenvolvidas pela Embrapa Gado de Leite podem até quadruplicar a produtividade média atual do setor, que não ultrapassa 2 litros/vaca/dia. Essas tecnologias estão disponíveis para aproximadamente 1 milhão e 200 mil produtores de leite, mas nem todos sabem disso. Pelo menos 70% são pequenos, com menos de 50 litros diários. Os outros trinta por cento são responsáveis por mais de 60% do leite no país.
O chefe geral da Embrapa Gado de Leite, Airdem Gonçalves de Assis, analisa que, para o governo, a questão social é fundamental na escolha dos programas de incentivo. “Os pequenos produtores (70%) não podem ser ignorados, embora não sejam os principais responsáveis pela produção nacional. Seria mais fácil apoiar os grandes, mas isso corresponderia a um desastre a nível social.”
Minas Gerais detém hoje aproximadamente 30% da produção nacional de leite. O produto mineiro é mais caro em relação a outros estados, como Goiás, por ser de melhor qualidade. Isso devido à mão de obra especializada e utilização de melhores tecnologias. Mas no cerrado, cinturão do leite no país, as terras são mais favoráveis e não há o problema topológico de Minas.
Os interessados em mais informações sobre o mercado e a produção do leite no Brasil podem procurar, além da Embrapa, a Associação Brasileira dos Produtores de Leite. O telefone é (0xx11) 222-6495 ou 221-3599, São Paulo, SP.