28/09/2000 | ![]() |
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O que diz a pesquisa?
O marketing utiliza as pesquisas para vários objetivos. Os
resultados alcançados nos grupos-foco interferem na decisão de um novo
produto, auxiliam na escolha de nomes de produtos ou mesmo na extensão da
linha de produtos. São úteis para saber a reação do consumidor, que marcas,
música ou programa prefere, qual propaganda lembra de ter visto, etc.
O marketing utiliza essas informações para identificar áreas que ofereçam novas oportunidades para a empresa. O resultado da pesquisa pode ainda decidir o posicionamento ou reposicionamento de um produto. Ela deve ser feita também antes de investir em uma nova campanha publicitária, que, sabemos, é muito dispendiosa.
Ao fazer uma campanha, devemos nos certificar qual será a linguagem adotada para que seja bem recebida e entendida pela audiência (Cliente atual ou potencial).
Quem faz o trabalho?
Algumas empresas possuem um grupo no departamento de marketing que se
encarrega de realizar a pesquisa e avaliar os resultados. Outras usam o
serviço de empresas especializadas, que aplicam todo o trabalho e apresentam
o resultado final. Muitas, por questão de custo, utilizam o próprio
vendedor, método não-produtivo, pois ocupa tempo do homem de vendas,
desviando-o de seu principal objetivo, que é vender.
Que fontes usar?
Podemos usar diversas fontes de informação, como por exemplo:
a) Qualitativa: é aquela na qual procuramos respostas mais profundas para um determinado assunto. A forma mais usada nesse tipo de pesquisa é a de grupo. Esse trabalho mais complexo exige pessoas especializadas para a sua condução e aplicação.
Sabemos que o participante deste grupo-foco muda a sua maneira espontânea de reagir, dando respostas mais estudadas e, muitas vezes, fora da realidade a qual está acostumado. Logo, ele não diz tudo o que sente sobre o seu produto. Os resultados devem ser analisados e interpretados com muito cuidado.
Além de ser mais complexa, a pesquisa de grupo tem um custo maior, o que muitas vezes pode torná-la inviável para muitas empresas. Quando se conduz um grupo-foco deve-se ter em mente as seguintes questões:
b) Quantitativa: pesquisa muito utilizada na busca de respostas estruturadas que podem ser convertidas em números. É indicada quando, por exemplo, estudamos o lançamento de um novo produto. Ela fornece exatamente quantidade. Normalmente, o alcance do estudo varia de acordo com as necessidades do projeto, diferenças regionais, entre Clientes e, logicamente, custo. Quanto maior o estudo da amostragem, mais representativo será o seu resultado, e menor a margem de erro.
Depois que a pesquisa quantitativa é feita, os resultados devem ser tabulados e preparado um relatório final com os devidos comentários. Ainda com relação à pesquisa quantitativa, devemos levar em consideração os seguintes fatores:
Com o uso de códigos de barras e também com a ampliação dos serviços de TV a cabo, as empresas podem observar indiretamente o consumo dos Clientes de maneira mais objetiva. A dificuldade porém é a interpretação dos dados, pois os pesquisadores não tem contato direto com os Clientes. Logo, não podem saber porque as pessoas compram e como compram.
Pesquisa por experimentação
Outro processo bastante usado e poderoso é a experimentação, que proporciona
ao pesquisador mudar as variáveis do teste para registrar as reações do
Cliente. Esta pesquisa pode ser levada à prática em ambiente fechado
(laboratório) ou mesmo em campo (em um supermercado, por exemplo, mudar a
posição de um produto na prateleira). Proporciona importantes informações
para a empresa.
É claro que este tipo de coleta de dados precisa ser bem conduzido, para que o resultado seja válido e confiável para a gerência de marketing. Muitas vezes, as pessoas não estão familiarizadas com o produto. Testar amostras grátis é uma maneira de apresentar seu produto ao consumidor. Este método é muito apreciado pelas crianças, que se sentem importantes ao serem cortejadas. As amostras tornaram-se eficientes para chamar atenção para o produto. É claro que não é possível dar amostras de todos os produtos, mas podemos facilitar seu uso pelo Cliente potencial como forma de atraí-lo para a compra. Ele mesmo poderá comprovar a facilidade de uso e os reais benefícios que o produto lhe proporcionará.
Em qualquer modelo de pesquisa, é importante verificar se a coleta de dados é confiável, ou seja, se a informação obtida é correta, se os métodos utilizados foram imparciais e se o resultado é válido para os fins propostos à pesquisa.
Que métodos usar?
Já se falou que o marketing é uma combinação de arte e ciência. Logo,
devemos usar métodos científicos que não só contemplem a intuição como
também a observação, para construir hipóteses que serão testadas.
Podemos usar a pesquisa enviada pelo correio, com questões simples e de fácil entendimento. Os problemas deste tipo de pesquisa são o baixo índice de devolução dos formulários respondidos, o fato de não dar oportunidade para esclarecer dúvidas dos entrevistados e saber se foi a pessoa certa que respondeu ao seu questionário. Em compensação, o custo é baixo comparado com o volume de dados recolhidos.
O levantamento pode ser feito por telefone, processo muito usado atualmente por empresas de diversos segmentos. O método facilita o esclarecimento de dúvidas do entrevistado. A coleta de dados é feita de maneira rápida e o custo é baixo. O que pode prejudicar esse tipo de pesquisa é o uso de perguntas longas e difíceis, ou mesmo feitas com descortesia pelo entrevistador. Sabemos que as pessoas não têm tempo disponível para perdê-lo com conversas com estranhos.
A pesquisa pode ser feita também por entrevista pessoal em shopping-centers e lojas, método aplicado com freqüência. Pelo seu baixo custo, algumas empresas costumam empregar entrevistadores mal preparados e remunerados. Mas o público que freqüenta esses locais não gosta de perder o tempo disponível para as compras respondendo a questionário. Isso faz com que a abordagem deva ser curta e, assim, o processo no final não apresentará a validade esperada.
Conclusão
É claro que a pesquisa de marketing não garante 100% de acerto, mas reduz em
muito a chance de erros.
Convém lembrar que o consumidor em muitas oportunidades compra por impulso e não por motivos conscientes. O cérebro humano processa as informações de acordo com certas circunstâncias que sofrem a influência da sua emoção. A pesquisa de marketing serve para alimentar o banco de dados da empresa, sendo útil para auxiliar na tomada de decisão e atualizar as informações disponíveis.
A pesquisa de mercado é uma das ferramentas que o marketing coloca à disposição do executivo para prevenir problemas potenciais ou ser fundamental para levar a organização ao sucesso no mercado globalizado e altamente concorrido.
É importante lembrar que, além disso, o mercado está cada vez mais interativo, ou seja, vendedores e Clientes devem trocar informações para que ambos ganhem. O relacionamento deverá ser permanente e duradouro. A tecnologia coloca o mercado ao alcance das pessoas - logo, devemos preparar as empresas para se adaptar ao novo ciclo e ao novo relacionamento de marketing.