Esporte

Fábio Takakura

Repórter Emilene Campos
06/09/2000

Fábio Takakura (foto) ainda comemora o título de Campeão Sul Americano de Judô, conquistado em Guaiaquil, no Equador. "Esse foi o momento mais emocionante da minha carreira”, diz entusiasmado. Apesar da empolgação, esta é apenas uma das inúmeras vitórias de Fábio, que tem 15 anos e começou a competir aos quatro. Desde então, não parou mais (apesar de ter mudado de cidade cinco vezes no período de 11 anos).

Reside há quatro anos em Juiz de Fora, mas sua terra natal é Tupã (SP). Já morou no Rio de Janeiro, em JF e até nos Estados Unidos. Mal chegava na nova residência e lá estava ele procurando um academia para treinar.

O envolvimento com o judô não foi por acaso. De descendência japonesa, Fábio teve muitos exemplos em quem se inspirar. O avô e os tios já tinham familiaridade com o tatame quando o garoto começava a aprender os princípios da prática que mescla filosofia e esporte. A família não foi apenas fonte de inspiração, mas de apoio também. A maior prova disso foi a atitude de seu pai. Flávio Iassuo Takakura chegou a se matricular na mesma academia em que o filho treina, para incentivá-lo.

O apoio familiar é quesito fundamental, já que o esporte requer investimentos. O judoca que pretende competir pode gastar até R$ 600 em judoguis (quimonos). Segundo as novas normas de competição, o atleta deve ter dois quimonos: o azul e o branco. O valor das inscrições também é outro critério de seleção.

E Fábio conhece bem esta história. Ano passado, depois de se classificar para o Sul Americano de Guaiaquil (Equador), Fábio enfrentou outro tipo de prova: conseguir US$ 2 mil para se inscrever na competição. Para arrecadar o dinheiro, ele promoveu até uma rifa no colégio onde estudava. A solidariedade dos amigos da escola rendera cerca de R$1,5 mil e o restante foi desembolsado por seu pai. Tanta dedicação não poderia ter culminado em resultado melhor.

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