Fábio Takakura
Repórter Emilene Campos
06/09/2000
Reside há quatro anos em Juiz de Fora, mas sua terra natal é Tupã (SP). Já morou no Rio de Janeiro, em JF e até nos Estados Unidos. Mal chegava na nova residência e lá estava ele procurando um academia para treinar.
O envolvimento com o judô não foi por acaso. De descendência japonesa, Fábio teve muitos exemplos em quem se inspirar. O avô e os tios já tinham familiaridade com o tatame quando o garoto começava a aprender os princípios da prática que mescla filosofia e esporte. A família não foi apenas fonte de inspiração, mas de apoio também. A maior prova disso foi a atitude de seu pai. Flávio Iassuo Takakura chegou a se matricular na mesma academia em que o filho treina, para incentivá-lo.
O apoio familiar é quesito fundamental, já que o esporte requer investimentos. O judoca que pretende competir pode gastar até R$ 600 em judoguis (quimonos). Segundo as novas normas de competição, o atleta deve ter dois quimonos: o azul e o branco. O valor das inscrições também é outro critério de seleção.
E Fábio conhece bem esta história. Ano passado, depois de se classificar para o Sul Americano de Guaiaquil (Equador), Fábio enfrentou outro tipo de prova: conseguir US$ 2 mil para se inscrever na competição. Para arrecadar o dinheiro, ele promoveu até uma rifa no colégio onde estudava. A solidariedade dos amigos da escola rendera cerca de R$1,5 mil e o restante foi desembolsado por seu pai. Tanta dedicação não poderia ter culminado em resultado melhor.
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