Saúde
Uma dica importante para Juizforanos é saber como usar corretamente o Sistema Resgate, que atende a chamados de emergência. Na reportagem abaixo, saiba como funciona o serviço e como colaborar para que as unidades continuem circulando com rapidez e eficiência na cidade:

Sistema Resgate enfrenta problemas em Juiz de Fora

Desde sua implantação, em 13 de dezembro de 1995, o Sistema Resgate de Juiz de Fora foi acionado mais de 30 mil vezes. A implantação do sistema ocorreu para tentar diminuir o número de mortes acidentais e deveria atender apenas os casos de urgência e emergência. No entanto, a população, por desconhecimento e, até mesmo querendo usar um serviço de transporte rápido e gratuito, aciona o Resgate para casos sem gravidade, como os das pessoas que bebem demais e acabam caindo nas ruas. Um outro problema é o trote, que acaba sobrecarregando e prejudicando o funcionamento normal do serviço.

O recorde de chamados indevidos diz respeito principalmente às grávidas. O Resgate atende casos de parto eminente, quando a gestante está no nono mês, em período expulsivo. No entanto, na maioria das vezes em que é acionado, ao chegar ao local, os socorristas encontram a grávida sentada, com a mala do lado, só esperando para ser transportada para o hospital. O serviço é solicitado até mesmo para constatar óbitos naturais, que é de competência do Instituto Médico Legal (IML).

O Sistema Resgate possui uma central de comunicação informatizada que entra em ação através do telefone 193. Os telefonistas do Centro de Operações dos Bombeiros (Cobom) atendem aos chamados e fazem uma triagem dos pedidos. De acordo com as informações passadas pelo solicitante, o médico-controlador que estiver de plantão, atende à ligação e, se o caso não for da competência do Resgate, orienta o solicitante a acionar a ambulância do Pronto Socorro Municipal (PSM), pelo telefone 192. A Equipe conta hoje com oito ambulâncias, 72 bombeiros-socorristas e oito médicos, mas apenas cinco ambulâncias estão circulando. Das que restam, duas ficam na reserva e uma está com problemas mecânicos, confirmando as dificuldades financeiras que acabam comprometendo o serviço.

Fonte: Tribuna de Minas, 05/07/98.