Como fazer compras sem cair
na tentação das
guloseimas
01/07/99

Ir ao supermercado é mais que tarefa rotineira e requer planejamento. A função aparentemente banal, corre risco de se transformar em verdadeiro desastre para quem não resiste às guloseimas dispostas de forma a atrair os olhos e seduzir o estômago dos clientes. A necessidade de se comprar os alimentos de acordo com seu valor nutritivo é ressaltado pela nutricionista Maria Amélia Ribeiro. "Devemos pensar na seleção dos alimentos de acordo com o seu valor", alerta. Geralmente, continua, as pessoas vão ao supermercado para comprar o básico: arroz, feijão, macarrão, carne e verduras. A tentação acaba sendo maior e o número de produtos consumidos também.

A primeira coisa que se deve fazer ao entrar no supermercado, segundo a nutricionista, é ir direto à seção de verduras e frutas. “Assim se tem mais tempo de olhar bem, ver a qualidade dos alimentos”, argumenta. Isso, no entanto, não é garantia suficiente para se fazer uma compra sem qualquer supérfluo. A dona de casa Adriana de Castro, 34 anos, afirma que a seção de legumes é a primeira que visita durante suas compras. Logo em seguida é a vez das frutas e refrigerantes. "Compro muita guloseima porque tenho duas filhas pequenas e elas adoram esses biscoitos, chocolates e leitinhos. Gasto muito com esses supérfluos. Minha filha mais nova (5 anos) toma 105 leitinhos por mês", entrega.
Outros não se rendem ao pesado marketing dos supermercados. É o
caso de Luíza Barreto, 53 anos. "Eu compro verduras, legumes e o principal
(arroz e feijão), que não pode faltar. Levo um pouco de cada produto e faço
compras toda semana. Tenho marido e dois filhos grandes, então compro
bastante comida. Não faço uso de industrializados, prefiro natural. Eu mesma
faço", afirma.
O uso excessivo dos semi prontos é, aliás, condenado pela nutricionista Maria Amélia por seu elevado grau de conservantes. "Por mais que o fabricante diga que é natural, o alimento possui muitos conservantes. Só em momentos de urgência se deve recorrer a esses produtos. Os temperos usados nesses preparados podem, com o tempo, causar gastrite, porque são fortes e picantes. Doenças como diabetes, hipertensão e obesidade ocorrem devido a esse tipo de alimentação", avisa.
Mesmo sabendo do perigo que corre, Wiliana Vasconcelos, 30 anos, não
resiste aos semi prontos. "Eu acredito que estes produtos afetam a saúde,
mas, com a vida que a gente leva, é uma mão-na-roda! É fácil! Eu sou adepta
desses alimentos, mesmo sabendo que devem fazer algum mal", reconhece. Maria
Amélia alerta que a manutenção de uma dieta baseada nos principais grupos
de alimentos - carboidratos, proteínas, vitaminas, sais minerais, lipídeos e
fibras - supre todas as necessidades diárias do organismo. "A refeição
trivial é composta por arroz, feijão, carne, verdura e legume". Ela
aconselha às pessoas a consumirem mais carnes e queijos brancos. "Os tipo
chedar, prato, provolone e parmesão são bastante gordurosos. É bom
substituí-los por queijo minas, cottage ou ricota".
Além disso, ela ressalta a importância de se observar as datas de
validade e de fabricação, além da origem do alimento. "O que fica em
destaque no rótulo é o que interessa à indústria, mas a validade e a
composição ficam apagadas. Alguns óleos trazem no rótulo que são sem
colesterol. Nenhum óleo possui colesterol. Todos os óleos vegetais não têm
colesterol".
Colaboração: Marina Domingos
Estudante do 6º
período
da Faculdade de Comunicação Social da UFJF
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