Saúde

Raiva: como aprender a lidar com ela

O importante não é controlá-la mas conhecê-la

11/11/98

Quem nunca sentiu raiva? Você precisa se concentrar para estudar ou trabalhar e alguém da família insiste em fazer barulho. Como você reage? Depois de ficar uma horas numa fila de banco, alguém fura a fila na sua frente. O que você sente vontade de fazer? Segundo o médico master practitioner em Programação Neuro Linguística, Carlos Antônio de Souza Lima, a raiva é uma emoção e, como tal, não deve ser controlada, pois ela é um recurso do organismo para a defesa de um direito pessoal.

“Controlar uma emoção é como cortar a raiz da árvore.” Um conceito mais recente define quatro padrões para a manifestação da sua raiva e como lidar com ela. São eles:

  • O feminino positivo-heterocentrado, em que você comunica ao outro o problema causador da raiva. Exemplo: você diz para alguém: “você poderia fazer menos barulho, eu preciso estudar.”

  • O feminino negativo-autocentrado, em que você se volta para dentro, fazendo um julgamento interno, podendo cair em depressão. Exemplo: eu fico calado, não estudo bem, e guardo a raiva dentro de mim.

  • O masculino positivo-heterocentrado: você usa a raiva para gerenciar e administrar o outro.

  • O masculino negativo-autocentrado, é quando você vai ao extremo e chega a fúria. Exemplo: você grita furioso que precisa estudar.

Souza Lima afirma que: “após analisar esses padrões e encontrar onde está a sua raiva, experimente passar por cada um dos outros padrões, criando situações mentalmente.” O mais importante não é controlar, mas conhecer a sua própria emoção. Para ele, existem populações que lidam muito bem com a raiva, como os americanos e ingleses, que através da história souberam defender seus direitos. Já o povo brasileiro não tem o mesmo hábito. Um exemplo disso são as favelas, onde a população está à margem da sociedade e, ao tentar controlar a raiva, chega às últimas consequências, como matar.

Já a especialista Lúcia Borges Vale acredita que não existe uma receita mágica. A pessoa que não consegue controlar uma emoção precisa ser tratada. Como psicoterapeuta ela diz que, em primeiro lugar, a própria pessoa precisa querer se tratar, descobrir ela mesma que a situação não está boa e que alguma coisa tem que ser modificada.

Segundo ela, é importante entender que toda emoção vem de dentro para fora, mesmo que o problema seja extermo à pessoa. Uma prova disto é que, em determinado dia, você pode ficar com raiva de alguma coisa e, no outro, não sentir raiva. Isto vai depender do seu estado interior.

Para esclarecer qualquer dúvida a este respeito você pode procurar a “Superare, terapias breves e treinamento”, com Dr. Carlos Antônio. Ele faz terapias breves em PNL .O telefone do consultório é 215-3001. Ou ainda conversar com a Dra. Lúcia Borges Vale. O consultório fica à Av. Rio Branco, 2588 - sl 1001, telefone 216-4668.

Colaboração: Luciana Valentin de Souza Lima
estudante do quarto período
da Faculdade de Comunição da UFJF