Diga-me como andas e eu te direi quem és
Conhecer como uma pessoa se movimenta
pode traduzir
como ela pensa
e melhorar a comunicação interpessoal
É possível entender como as pessoas pensam pela maneira como andam. Esta teoria nasceu na década de 80 através das americanas Elizabeth Wetzig e Patricia Pinciotti. Em Juiz de Fora, a técnica é desenvolvida pela neurolingüista Maria Iris Lo Buono, que administra o curso “Você Pensa Como Anda”, pioneiro no Brasil.
A neurolingüista afirma que esta teoria pode ser aplicada na prática em várias situações.” Se podemos identificar como uma pessoa pensa, podemos entendê-la melhor e nos comunicarmos com ela mais facilmente. Isto quebra as barreiras entre pai e filho, relacionamentos a dois, entre médico e paciente, palestrante e audiência, negociante e consumidor, por exemplo.” Ela garante que, ao identificar como uma pessoa anda, podemos entender como ela funciona. A técnica permite identificar também quem produz mais, quem interage melhor, quem intui e cria e quem elabora.
Maria Iris Lo Buono explica que as pessoas nascem com quatro padrões neuromusculares, apesar de possuirem um dominante. No dia-a-dia, identificam-se dois padrões num indivíduo, este segundo varia de acordo com a fase que a pessoa esteja passando e sofre variações ambientais. Os quatro padrões são:
Hanger: Anda como se estivesse flutuando, com imensa
flexibilidade.
Criativo, o hang é um conectador de velhas e novas idéias, sempre ávido por
novidades. Ele necessita se movimentar para aprender qualquer coisa. É
conhecido como desligado. É capaz de deixar roupas no chão porque se sente
conectado a tudo a sua volta. É curioso e não segue regras. Um exemplo é o
maestro Tom Jobim. Somente um hang para tocar piano sem se importar com a
desarrumação dos cabelos, como na foto a seguir. Uma frase sua que denota a
linguagem hang: “Quando eu era criança, era melhor. Ficava dedilhando as
teclas do piano, descobrindo notas e brincando de agrupá-las. Criando novos
sons. Mas depois o piano virou trabalho e tudo quanto é trabalho dói.”
Swinger: Seus movimentos têm gingado como o seu pensamento numa
ação de fluxo e refluxo. Ele está sempre no meio de pessoas, é excelente em
trabalhos de equipe que exigem interatividade. É brincalhão, fanfarrão, um
contador de histórias. Reconhece os sentimentos alheios e se envolve
emocionalmente com facilidade. Gosta de tudo bem colorido. Nunca o ataque
pessoalmente porque ele vai se sentir ferido, mas também não guardará mágoa.
A apresentadora do SBT Hebe Camargo é uma swinger. Na foto a seguir, toda
preparada para torcer para o Brasil da varanda de sua casa, Hebe está mais
colorida do que nunca e ainda diz que “Quero que os vizinhos vejam e
participem comigo”, numa interatividade total.
Thruster: Impulsivo, conhecido como estabanado, rompe caminhos
na
multidão e corta pessoas numa conversa. Ele busca atalhos no entendimento da
informação. Voltado para a produção, não visa a perfeição de detalhes, o que
conta é o resultado. É objetivo e se acha o melhor. Aprecia desafios. Se o
outro não corresponde, passa a ignorá-lo. Gosta de cores mais neutras
possíveis, com uma certa assimetria. Rotula coisas e pessoas ou então não as
reconhecerá como sendo suas. É possessivo. A cantora Rita Lee é thruster.
Ela desafiou o mundo machista do rock no início da carreira e ainda uma
“ditadura linha-dura”, como diz.
Shaper: Sua postura é ereta como se tivesse sido programado
para
ficar daquele jeito. Para os outros ele parece andar de nariz empinado.
Metódico, organizado e analítico, para ele cada coisa tem seu lugar. Tem um
pensamento seqüencial e segue regras com facilidade. É extremamente
detalhista e busca a perfeição. A atriz Cláudia Raia é shaper. Não só na
foto a seguir, mas também em seus trabalhos em telenovelas, podemos reparar
sua postura ereta e balanceada. Esta foto é da festa do primeiro aninho de
seu filho Enzo, lógico, organizada por ela.
Nos Estados Unidos, este curso é ministrado regularmente na Universidade East Stroudsburg, além de ser difundido na Europa, onde é apresentado pelo menos uma vez por ano, por profissionais americanos. No Brasil, a médica neurolinguista Maria Iris Lo-Buono Moreira de Souza Lima, após dois anos de preparação e desenvolvimento com estes profissionais, é pioneira neste treinamento, que ganhou forma com o título de “Você Pensa Como Anda”.
O curso “Você pensa como anda” é dado há oito meses em Juiz de Fora e Belo Horizonte. É teórico-prático. Nele o participante aprende a reconhecer os padrões através da movimentação dos braços, de danças, da linguagem, das artes, da arquitetura, entre outros, diminuindo as barreiras de comunicação. São aplicados testes de áreas como o reconhecimento de liderança, as múltiplas inteligências e a criatividade.
Maria Iris Lo-Buono é médica nutróloga, proficiente em comportamento humano como Master Practitioner em modelagem humana e Advanced Trainer em Business and Educational Applications, pelo Southern Institute of Neurolinguistic Programming da Florida e pela Society of Neurolinguistic Programming. Seu telefax é (032)215-3001.
Colaboração: Luciana Lima
Estudante do 6º período
de Jornalismo
da Facom, UFJF
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