Memória, informação e emoções
Colaboração:
Quintal de Artes e Terapia
06/09/2000
Imagine o seguinte: você foi testemunha de um atropelamento. No seu relato, alguém pergunta se o motorista estava usando blusa vermelha. Você realmente não sabe. Em momento posterior, ao se lembrar da cena do atropelamento novamente, sua memória trará, junto, a blusa vermelha, agora acoplada, acrescentada à lembrança inicial e que lhe parecerá Ter sempre estado lá.
Você pode imaginar, então como essas lembranças podem estar influenciadas por fatores novos, conhecimentos, definições, conceitos, julgamento, opiniões, valores? Assim, podemos construir histórias de traumas e relacionamentos que nos deixem mal, com sentimentos de rejeição, de incapacidade, de perseguição e nos tronarmos infelizes e neuróticos.
Podemos, por outro lado, utilizar experiências e conhecimentos novos, atuais, questionar conceitos e valores antigos, resignificar, isto é, dar novo sentido e intensidades diferentes a fatos antigos para, assim, construir uma história pessoal saudável e libertadora, que nos transformará em pessoas felizes e atuantes.
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