O doente perdido
Hoje, com a divisão da medicina em várias especialidades, a pessoa doente tende a procurar o especialista que acredita ser o melhor para sua doença. O doente vai, por exemplo, ao especialista do estômago, porque sente uma dor na barriga. O médico examina, pede vários exames, não encontra nada e o paciente procura um outro especialista, percorrendo assim um longo caminho. Continuando o exemplo, há a hipótese de o doente ter uma gastrite; o médico especialista receita, os sintomas desaparecem, mas retornam depois de um tempo. Isto acontece por que as condições de vida da pessoa, que propiciaram o aparecimento da gastrite, continuam. Depois de terminado o efeito do remédio, que fez com que ela melhorasse, a doença volta, pois o ambiente continua favorável ao seu aparecimento.A vida nos centros urbanos tem se tornado cada vez mais prejudicial para a saúde. Há fatores que favorecem isto, como a poluição, a alimentação inadequada, o stress excessivo, a falta de amor entre as pessoas, entre outros.
O fato de procurar o médico especialista por conta própria tem várias consequências. A pessoa é vista por cada especialista isoladamente e sob a ótica daquela especialidade. É visto apenas aquele compartimento, como se cada parte funcionasse isoladamente. As partes funcionam como um todo, não podem ser analizadas apenas separadamente.
O parecer de um médico especialista é válido, desde que este ou estes pareceres sejam analisados em conjunto por um médico e não pelo paciente, que vai colecionando exames e não sabe o que fazer com eles ou a quem procurar com tudo isto na mão. Isto trás um sério problema: a pessoa doente sente-se desamparada, sozinha e pergunta-se; "quem está cuidando de mim?" Este cuidar engloba algo além da parte técnica; a parte afetiva; do "ser cuidado por alguém". Isto também é fundamental para o alívio do sofrimento desta pessoa e também para ajudá-lo a se recuperar da doença.
O que está acontecendo hoje com o abuso nas consultas aos médicos especialistas é o que já acontece há anos com os medicamentos que são vendidos sem receita médica. As pessoas usam as consultas aos especialistas da mesma maneira que usam antibióticos e outros medicamentos sem terem seu tratamento acompanhado por um médico. Estes dois fatos têm, inclusive, uma consequência comum: levam a um enorme desperdício de dinheiro, mesmo para aqueles que usam os planos de saúde.
Colaborador: Heid Iasbik
Médico Homeopata e Acupuntor
Rua Constantino Paleta 229 Centro J. de Fora
Tel. 217-9535
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