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    Entrevista Tempos de Mudança

    Entrevista concedida ao jornalista Eduardo Araia
    publicada na Revista Planeta, de novembro, edição 374
    A Era de Aquário não começou na virada do milênio, segundo Max Klim, historiador e astrólogo do Jornal do Brasil, mas em 1969, com a ida do homem à Lua.

    Embora todo o início de era seja marcado pelo confronto entre os princípios do signo regente e de seu antecessor, Klim antevê que os benefícios à humanidade indicados por Aquário não estão longe de ocorrer.

    Guerras no Oriente, conflitos religiosos como os que a raça humana viveu na Idade Média, a ONU desprezada Pela principal potência mundial - estaríamos mesmo no limiar da Era de Aquário? Segundo explica em seu recém-lançado "A História Reinterpretada Pela Astrologia" (Nova Era), o jornalista e historiador Carlos Alberto Lemes de Andrade - que, com o pseudônimo Max Klim, é responsável pela seção astrológica do Jornal do Brasil e de outras publicações brasileiras - já, vivemos na nova era há 34 anos, e as próximas duas décadas serão decisivas na construção de um mundo melhor.

    PLANETA - Há muita controvérsia quanto ao verdadeiro início astrológico da Era de Aquário. Enquanto alguns astrólogos dizem que ela mal começou, outros afirmam que ainda se passarão décadas até que isso ocorra. Em seu livro, o senhor afirma que os marcos iniciais da Era de Aquário foram a chegada do homem à Lua e o Festival de Woodstock. Pode explicar essa conclusão?

    Max Klim - O conceito de "era astrológica" se liga à nossa noção de tempo e é determinado pela precessão, ou seja, o movimento cônico do eixo da Terra em torno da perpendicular ao plano da eclíptica, tal como o bambolear de um pião, numa duração astronomica comprovada de 25.920 anos. Baseado nisso, busquei seus efeitos nos fatos históricos no passar dos séculos em lapsos de tempo que mostrassem as eras, cada uma com 2.160 anos. A chegada do homem à Lua ato tipicamente aquariano de projeção do ser fora de seu próprio mundo. Woodstock representa a mudança dos con- ceitos de "ter" para "ser", em profunda alteração de conceito social. São dois fatos históricos dos mais marcantes dos tempos recentes e por si indicavam a chegada de Aquário. Daí a determinação temporal da regência da Era de Peixes, período astral que não se circunscrcve apenas ao Ocidente, como faz sugerir o nosso calendário cristão. Curiosamente, a determinação das eras contadas de forma retrospectiva a partir da chegada do homem à Lua nos leva exatamente ao início do domínio do Homo sapiens sucedendo ao homem de Neanderthal, há exatos 28 mil anos. Os fatos históricos mostram a veracidade desse conceito, que não é apenas astrológico, mas sim cronológico e astronômico, como descrito no livro.

    PLANETA - 0 senhor propõe que o Ciclo Astral de Touro, iniciado em 191 a.C. e no qual nos encontramos agora, é marcado por uma caminhada da humanidade "menos voltada ao domínio fisico e das almas" e mais apegada "à realidade, a praticidade e aos princípios essenciais do signo de Peixes" . Neste período, a iniportância dada pelo ser humano à capacidade bélica levou-o a criar armas capazes de destruir o mundo várias vezes. Como isso pode ser explicado?

    Max Klim - Tudo em astrologia é referenciado pelo zodíaco, a roda dos animais, dividida nas 12 casas da atividade humana. Baseado nesse conceito, a cada 12 eras astrológicas, contadas em sentido inverso do horóscopo comum - isto é, de Peixes para Áries - , temos um ciclo astral de 25.920 anos, correspondendo ao movimento completo de precessão. Esses ciclos têm a ordem natural do zodíaco e vão de Áries para Peixes.

    Decorridas as primeiras 12 eras do domínio do Homo sapiems, o Ciclo Astral de Áries, ingressamos no segundo ciclo, regido por Touro, no qual o homem conquistou todo o planeta, e isso se fez inicialmente pelas armas como continuidade dos impressionantes avanços belicos anteriores - a invenção da besta, do ariete, o aprimoramento das lâminas, o desenvolvimento das táticas guerreiras dos gregos e romanos, a biga de combate dos hicsos, os artefatos atômicos. É a caminhada natural do conhecimento desviado em sua aplicação, típico da capacidade humana de fundamentar seu poder nas armas, característica do ciclo anterior, de Áries.

    PLANETA - 0 senhor lembra que o início, ou a cúspide, das eras é marcado por características tanto da era que termina quanto da que começa. Quais são as características aquarianas que nós já estamos vivendo?

    Max Klim - Vivemos, neste início da Era de Aquário, um período de confronto entre o princípio do crer, típico de Peixes (cujo conceito astral é eu creio), e outro, mais amplo, que se relaciona ao saber, do eu sei de Aquário. São exemplos disso o desafio às crenças, uma forte tendência ao materialismo com sentido prático, o fim dos governos onipotentes e onipresentes (herança do poder de origem divina da Era de Peixes), o acelerado processo de desenvolvimento da capacidade criativa, da tecnologia e da ciência, hoje resultado de criações coletivas e não mais individuais, como ocorria na Era de Peixes (quando pontificaram Graham Bell, Marconi, Edison, Santos Dumont, Einstein e tantos outros inventores e descobridores). Hoje a ciência e a tecnologia avançam por trabalho coletivo, tudo se somando na característica típica de Aquário do saber feito em favor do amanhã por uma coletividade.

    PLANETA - Como o senhor interpreta o papel dos Estados Unidos nas eras de Peixes e de Aquário?

    Max Klim - Os Estados Unidos representam o ápice do desenvolvimento nacional da Era de Peixes. Surgidos no último grandequote signo dessa era (os últimos 180 anos que antecederam a chegada de Aquário), os EUA são tipicamente uma nação nascida de um impulso religioso – a perseguição religiosa na Inglaterra do sáculo 18 - , da vontade protestante e da fé que caracteriza os colonizadores da América do Norte. Uma extensão da Europa dilacerada em lutas religiosas de Peixes, aquele país chegou ao ponto de dar a seu papel-moeda o dístico "In God we trust" , mostrando sua vocação pisciana de fazer da conquista material um resultado do trabalho religioso. Seu papel na Era de Peixes foi fechar a hegemonia desse processo de herança de nações surgidas "em nome de Deus" e, na Era de Aquário, abrir a mudança para conceitos mais amplos de saber e domínio pelo conhecimento e pela razão, e não mais pela crença que fez dos dois últimos milênios uma era de genocídio em nome de Deus, de conquistas pela fé e da transformação de "deuses" em justificativa e instrumento de dominação do homem sobre o homem. Os EUA vão ter papel fundamental nessa mudança por conduzi-la na condição de detentores da maior gama de conhecimento no mundo atual.

    PLANETA - Qual e o signifcado astrológico do 11 de setembro de 2001?

    Max Klim - Deixando de lado os aspectos específicos do mapa astral dos EUA naquela data, o episódio tem uma significação histórica indiscutível na evolução das eras. Pela primeira vez os EUA foram atacados em seu território, em característico ato de guerra contra seus maiores simbolos - a dominação econômica, representada pelas torres gêmeas do World Trade Center, e a militar, simbolizada pelo Pentagono. E o foram por um grupo inspirado em uma guerra santa deflagrada a partir dos mandamentos do Corão. Como afirmo em meu livro, esse ato faz parte de uma serie de desafios típicos do confronto entre o poderio do complexo industrial-militar e a crença que se esgota na mudança das eras, em típica "dor do parto" da Era de Aquário. Com esse desafio é marcado o início da decadência dos conceitos universalistas de domínio exercido pelo povo norte-americano, que se viu atacado em seu próprio território, com aeronaves suas, na sua maior cidade e ali derrotados por fanáticos religiosos.

    PLANETA - As reações norte-americanas ao 11 de setembro poderiam ter sido bem diferentes caso a eleição de 2000 fosse vencida pelo candidato democrata. Alguns dos atuais assessores de George W. Bush, por exemplo, defendiam uma invasão do Iraque já no mandato do presidente Bill Clinton, sem as justificativas atuais. A vitória de George W. Bush também era previsível astrologicamente?

    Max Klim - 0 momento astral vivido pelos EUA sugeria mudança para regime mais duro, de confronto e agressividade com a posição de Saturno e de Plutão no mapa do país em 2000. Não creio que um governo democrata agisse de forma diferente em relação ao ll de setembro. Já em relação ao Iraque, sim - um governo democrata possivelmente agiria dc forrna diferente. Mas, pelo estudo do mapa, o povo norte- americano, influenciado por maciça propaganda de necessidade de conquista externa para justificar lucros da indústria de armas - cuja atividade fora reduzida pelo fim da guerra fria - , tendia a uma mudança em favor de uma elite helicosa e voltada a de- fesa desses interesses. Eles agora se materializam na produção acelerada cle armas pela indústria norte-amcricana, das "obras de reconstrução no Iraque", do oleoduto para Israel e tantos outros indicativos de domínio econômico no Orivnte Médio, não importando se tal governo fosse democrata ou republicano.

    PLANETA - 0 senhor diz que o conflito no Iraque deve significar a ampliação da importância e da significação da ONU. Na prática, por enquanto, o papel da ONU nesse conflito é quase nulo, e o atual governo norte-americano manifesta menosprezo pela organização. Como essa importância e significação surgiriam?

    Max Klim - Nós nos acostumamos a raciocinar em medida de tempo curto, de apenas alguns meses ou anos. Na verdade, os fatos aí demonstram que nenhuma nação hoje intervem impunemente em outra, como foi costume no passado. 0 questionamento à ação anglo-americana no Iraque seria impensável na época em que as potências européias invadiram e dizimaram a África no período colonial ou quando Hittler invadiu a Polônia e espalhou suas panzers pela Europa, ou quando a França e depois os norte-americanos interferiram na Indochina, hoje Vietnã. E isso se vê em dezenas de episódios de guerra de conquista aberta, feitos todos sem qualquer condenação internacional. A ONU já e apontada como o único foro possivel" para uma intervenção armada futura no mundo e isso já tem apoio de mais de 165 nações. E o começo do pro cesso de valorização de organismo sobre o poder hegemônico de uma única nação. 0 reconhecimento disso começa com uma guinada profunda da própria diplomacia norte-americana, que hoje já admite a ação futura no Iraque "com a ONU", em evidente contraste com a auto-suficiência mostrada há alguns meses pelo secretário de Defesa do país, Donald Rumsfeld. A fragilidade da intervenção norte-americana será crescente, e a solução so vira da ONU ou de organização similar a ela, com poder efetivo de intervenção , domínio, voz e comando pela força e pela coerção moral, em futuro que não vai além de uma ou duas décadas.

    PLANETA - 0 início da Era de Aquário já está marcado por um choque de fundo religioso - os fundamentalistas islâmicos contra o Ocidente cristão, simbolizado principalmente pelos Estados Unidos. Quando e como esse conflito estaria astrologicamente contornado?

    Max Klim - Estamos vivendo a cúspide da Era de Aquário, e esse tipo de conflito seria de se esperar, embora não seja o único existente. E o de maior exposição na mídia, , mas se equipara, por exemplo, ao domínio comunista no Tibete, com a expulsão do dalai lama, a divisão religiosa da Irlanda, ao crescimento conflituoso das seitas pentecostais em todo o mundo e a tantos outros confrontos pela fé espalhados pelas mais diversas etnias e povos. No caso específico do Oriente Médio, suas raízes estão na redivisão territorial daquela área, com a criação de nações artificiais como o são Jordânia, Iraque, Emirados Arabes Unidos, Israel e Siria. Astrologicamente, as indicações mostram mudanças para as segunda e terceira décadas deste século, quando tais conflitos devem ser superados pela queda das barreiras nacionais e o fim das fronteiras dos Estados como hoje os conhecemos. 0 crescimento do poder regionalizado imporá ao Oriente Médio solução não-ortodoxa de conflito, e não é de se descartar o surgimento de uma confederação árabe-judaica dando fim à guerra na região.

    PLANETA - Diz-se que o Brasil é um país afinado com os ideais aquarianos. Qual será o papel que desempenhara nesta era?

    Max Klim - 0 Brasil tem Aquário como ascendente. Isto é, no momento em que o Pais surgia como nação independente, às 16h30 de 7 de setembro de 1822, Aquário subia no horizonte. E da tradição da astrologia ocidental que o ascendente governa a vida na maturidade, além de ser o regente do temperamento. Ora, o Brasil e uma das nações mais novas do mundo. Seu povo tem características etnicas incomuns. Seu potencial natural incomensurável e seu mapa aponta o encontro das condições ideais para o seu desenvolvimento pleno a partir do ano passado, em processo cumulativo que se alonga até 2052, ou seja, nas primeiras cinco décadas do Grande Signo de Áries (180 anos), que marca o começo da Era de Aquário. 0 Sol em Virgem, a Lua em Gêmeos e o ascendente em Aquário fazem uma combinação que aponta tais caminhos.

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