Em alto e bom som...          ... desde que não prejudique sua festa e muito menos sua audição


Colaboração*:
Renato Costa
Fevereiro/2007

Multidão perto de som alto Nas épocas de Carnaval e micaretas a ordem do dia é se divertir. Mas, para que a festa não traga conseqüências futuras, alguns cuidados devem ser levados em conta.

Nessas festas o uso de sistema de sonorização de grande porte é muito comum. Mas um problema que não pode ser visto é a exposição a níveis sonoros de alta intensidade durante grandes períodos de tempo.

De acordo com o otorrinolaringologista Antônio Dias, o volume costuma ser bem mais alto do que o indicado. "O nível tolerado pelo ouvido humano é até 85 decibéis (dB). Os sistemas de som dos trios elétricos costumam expor a pessoas a níveis acima de 100 dB", diz.

Mas isso não significa que a festa não poderá ser aproveitada. De acordo com Antônio, para se manter uma boa saúde auditiva o ideal é que a exposição ao som diminua de acordo com a sua potência. "Quanto maiores forem os níveis em decibéis, menos tempo a pessoa deve permanecer exposta. Cada nível tem seu limite de exposição", explica (veja tabela abaixo).

O médico comenta que o ideal é que a pessoa se afaste em alguns momentos da fonte sonora. "Além disso, para quem curte vários dias de folia, o ideal é que no dia seguinte, depois de ficar perto de um som muito alto se procure um local mais calmo e silencioso", ressalta.

Multidão perto de som alto Multidão perto de som alto Multidão perto de som alto
Os riscos

A permanência por longos períodos a fontes sonoras muito fortes pode acarretar a perda auditiva, que é um processo irreversível. A proximidade com barulhos intensos e rápidos, como de fogos de artifício, podem fazer com que ocorra o trauma acústico, que também pode levar à perda auditiva.

Além disso, o zumbido é outro risco incômodo. O advogado Rafael Silva foi a um baile de formatura quando tinha 15 anos, e por ficar exposto ao som alto por muitas horas percebeu o zumbido. Depois de alguns dias, notou que não sumia e resolveu procurar um especialista. "Hoje estou com 23 anos, e ainda tenho esse problema, mas já consigo conviver com ele de maneira mais tranqüila. No começo me incomodou bastante", conta.

*Renato Costa é estudante do 10º período de Comunicação da UFJF