Para os pais de primeira viagem, os nove meses de gravidez são marcados por diversos momentos emocionantes, como o primeiro ultrassom, o barulho das batidas do coração e a descoberta do sexo do bebê.
A hora de planejar o quarto do novo membro da família também é especial, principalmente para as futuras mamães. Enquanto esperam a chegada do bebê, elas pensam em todos os detalhes para tornar o espaço bonito e aconchegante.
No entanto, a variedade de móveis e objetos de decoração pode confundir as mães de primeira viagem. Pensando nisso, o Portal ACESSA.com conversou com os arquitetos Carlos Gouvêa Júnior e Carla Goiatá (vídeo ao lado) para esclarecer dúvidas sobre o planejamento do quarto do bebê.
Geralmente, os preparativos começam a partir do quarto mês de gestação, quando já é possível saber o sexo do bebê. Segundo Carla, o primeiro passo é definir qual será o uso do ambiente e avaliar o espaço disponível. É importante que o quarto seja funcional e tenha espaço suficiente para a circulação de pessoas e para a entrada de um carrinho de bebê.
Se a ideia é reaproveitar os móveis e a decoração
no desenvolvimento da criança,
é importante verificar se o local ocupado pelo berço
é suficiente para uma cama. "Um quarto infantil bem planejado pode durar entre
oito e
dez anos, desde que o espaço seja compatível com o crescimento da criança"
, afirma Carlos.
A escolha dos móveis também é relevante. Para acompanhar o
crescimento da criança, Carla explica que o armário
deve ser bem dividido. "A criança perde roupas muito rápido e, por isso, não precisa de um
armário muito grande. Contudo, vale ter atenção às divisórias. As crianças costumam
ter mais roupas para guardar em gavetas do que para pendurar em cabides."
O quarto deve ter, basicamente, um berço, um armário, uma poltrona para amamentação e
uma cômoda para trocar o bebê. "Se o espaço for pequeno, retire a cômoda e use
o próprio
berço para trocar as fraldas. Quando o bebê começa a se virar sozinho, fazer a troca na
cômoda fica
muito perigosa"
, justifica Carlos.
Tradicionalmente, paredes azuis indicam o quarto masculino e o rosa é mais usado no
quarto de meninas. Entretanto, os arquitetos recomendam a mistura de tonalidades e o uso
de recursos como papéis de parede e tecido para tornar o ambiente menos cansativo.
"Devido aos estudos da
cromoterapia, sabemos que as cores influenciam no humor e no
comportamento. No quarto infantil, o ideal é misturar uma cor quente e
uma cor fria, sempre em tons pastéis"
, diz Carlos.
Em relação ao tema da decoração, a dica de Carla é apostar no básico.
"O ideal é
trabalhar o tema nos detalhes.
A decoração pode ser feita ao longo do tempo,
conforme a criança cresce e desenvolve suas vontades."
Nas paredes, o tema escolhido pode ser trabalhado em papéis de parede e painéis em MDF ou EVA. A novidade é o uso dos adesivos de vinil.
Para a iluminação, o importante é usar um dispositivo que reduz a intensidade de luz, como o dimmer ou um abajur.
"Nos primeiros meses de vida, a criança pode desenvolver alergia. Por isso, é necessário usar materiais antialérgicos e evitar o acúmulo de poeira no quarto do bebê", alerta Carla. Segundo ela, trocar as cortinas por persianas é uma opção que facilita a limpeza. Caso a pessoa não goste da persiana, deve escolher uma cortina fácil de limpar.
Outra dica é evitar o uso de tapetes. Mesmo os modelos antialérgicos oferecem riscos, pois acumulam sujeira e bactérias.
Os arquitetos alertam sobre as quinas e os puxadores de gaveta. "Geralmente, os
móveis infantis não têm quinas, mas é preciso ter atenção. Quando a criança começa a brincar
no chão e a engatinhar, tudo pode acontecer. A curiosidade dos pequeninos não tem limites"
,
comenta Carla.
*Patrícia Rossini é estudante de Comunicação na UFJF