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    Arte surrealista do artista plástico Éderson Pedrosa

    Nome do Colunista Luiz Henrique Duarte 13/04/2017

    A arte é a evolução contínua e peculiar da retratação das formas, expressa através de cores e materiais diferentes, difundida de acordo com o segmento artístico adotado e o talento natural de cada pessoa. Na arquitetura e no design de interiores, a obra artística estabelece estilo e personalidade aos ambientes, além de garantir uma atmosfera aconchegante, exalta o conforto e o equilíbrio estético, sempre em harmonia com os adornos decorativos, o mobiliário, paleta de cores e os revestimentos que constituem os espaços. Os quadros apresentam a finalidade de humanizar os ambientes, consagrando todos os projetos de interiores, agregando a arte como novas ideologias de expressão.

    Surrealismo

    O surrealismo surgiu em 1920, em Paris, e foi um importante movimento artístico, cultural e literário, deixando legados por todo o mundo, como no Brasil. No cenário artístico de Juiz de Fora, está em cartaz a exposição do artista plástico surrealista Éderson Pedrosa, que é mineiro, natural desta cidade e com apenas 22 anos está destacando-se no mundo performático das artes.

    O acervo desta mostra reúne 28 obras inéditas, inspiradas em temas instigantes, que incentivam os admiradores de arte a pensar sobre assuntos importantes, questionando a realidade e a imaginação. Os quadros multicoloridos exibem o predomínio de uma paleta de cores quentes, misturadas com harmonia e precisão, expandindo traços seguros, que tomam formas e ganham contornos inteligentes, tudo isso, executado nas madrugadas de seu atelier. A arte surrealista é cativante, inteligente e mágica, onde o papel do inconsciente exerce grande importância no processo da atividade criativa, como acontecia com dois grandes nomes da pintura surreal, Joan Miró e Salvador Dali. "A pintura surrealista flui sem freios, sem precisar de usar técnicas, deixando a imaginação do subconsciente penetrar na tela, deixando o coração se libertar, fazendo uma coisa além do real", define o artista.

    O artista com estilo próprio, desenvolveu grandes influências observando as obras e o conceito criativo de outros nomes das artes, como Jean-Michel Basquiat e Paul Klee. Em 2015, criou o seu primeiro quadro, "Cabeça de homem e corpo de mula ", adotando o lado mitológico de duas raças, em uma plenitude de nuances fortes e vibrantes.

    A arte

    As pessoas precisam abrir a mente e viajar, penetrar dentro das telas do artista surrealista, apreciando a obra de acordo com a retratação do assunto ou tema desenvolvido, como em Alta Roda, Gatos, Iluminate, Mulher Brasileira, Surf, Orquestra e Petróleo, transportando-se para um passeio inócuo ao tempo e ao espaço, para conseguir resgatar todo o mix de instintos e admirar a nuances e tonalidades. A inspiração pode vir do cotidiano, como na tela  sobre gatos, uma homenagem a sua pet Chanel, ou a Área 51, um questionamento sobre a existência de uma plataforma americana, escondida e secreta, onde guardam segredos de estado sobre a tecnologia avançada, sem ninguém saber, se é mito ou verdade. "Eu tenho uma gata chamada Chanel que sempre está observando quando estou pintando, e quis colocá-la em minha obra, juntamente com outros gatos, com personalidades diferentes, uns esquisitos, outros malandros e quietos", justifica Éderson.

    Em todas as obras existe o predomínio do preto, uma cor contínua, resistente ao jogo de misturas de sua concepção criativa.

    Origem e talentos

    Na sua infância o artista surrealista residiu em Piau, uma cidade próxima, localizada na região da Zona da Mata, e sua aptidão para desenhar já era evidente. Além de graduado em Design de Móveis, através do IFET ( Instituto Federal Sudeste De Minas Gerais), Éderson exerceu atividades como carnavalesco em uma agremiação local, enaltecendo o seu talento para o segmento da moda. Algumas peças de mobiliário também foram criadas por ele, como as cadeiras Baronesa, Gaultier e Oscar, com nomenclaturas que estende-se da nobreza, ao arquiteto idealizador de Brasília, até a alta-costura, tudo é uma questão de entendimento e amor incondicional, que o artista estabelece com suas obras. Estas peças de mobiliário são analisadas estrategicamente, para obter a ergonomia e o conforto."O nome Oscar é porque inspirei-me no Palácio do Palnalto, projetado através do arquiteto, e no Museu de Arte Contemporânea de Niterói", explica com convicção.

    Outros desafios

    O artista cursará no segundo semestre deste ano a faculdade de Belas Artes, na USP, em São Paulo, e exercerá uma atividade profissional na área do mobiliário. A sua arte surreal sempre estará em evidência, com as retratações temáticas, exercendo uma livre influência em nossos olhares e pensamentos. Os questionamentos ou as aparências são diluídas, separadas por sentimentos, verdades ou incógnitas, e sempre exaltando novas regras de enxergar a vida, de acordo com o olhar individual, translúcido e enigmático, porém com a verdade das diversas reações do inconsciente coletivo, como em O Ovo, O Olhar e Pôr do Sol. "O pôr-do-sol, é o formato da manhã, as pessoas levantam, praticam esportes, fazem caminhadas, locomovem-se", relata o artista.

    Para expor a arte surrealista em nossos ambientes, sejam corporativos, comerciais ou residencias, o predomínio das cores deve ser observado, para não deixar os espaços com informações excessivas de tonalidades. Recomenda-se o uso de paredes em branco ou tons pastéis, sempre com cores acetinadas e fosca, buscando a harmonia e a contemplação artística. Os quartos, salas de estar, home offices, lavabos, áreas e cozinhas gourmets, como halls de circulação ou entrada, comportam muito bem obras expostas com movimentos assimétricos ou simétricos, depende das dimensões do espaço e do seu gosto pessoal. É sempre agradável o uso de uma composição de quadros, ou até mesmo à exposição de apenas um, utilizando de uma iluminação que faça sobressair à obra no seu todo.

    As fotos de Angeliza Lopes Aquino registram.
    Exposição :

    Espaço Cultural Correios ( Agência Central ) - Rua Marechal Deodoro da Fonseca 470 - centro
    Horário: 10:00 às 18:00 até 28/04/17

    Luiz Henrique Duarte é Bacharel em direito, designer de interiores graduado, jornalista apaixonado por arte clássica e contemporânea, boa música, arquitetura e tudo relacionado à estética do bem viver.

    Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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