Casa & Etc
Para reformar tenha atenção aos detalhes Na hora de reformar um imóvel é necessário ter atenção à qualidade do produto e saber exatamente o que vai ser feito
Repórter
20/06/2008
Para o diretor de vendas de uma loja de materiais de construção Gilson Peixoto, desfazer o que está feito é pior do que construir. Então, para um reforma sem dor de cabeça é necessário investir em materiais de qualidade, ter atenção aos detalhes de cada produto e saber exatamente o que vai ser feito em cada ambiente.
Para escolher pisos, tintas, azulejos, metais e louças sanitários, o comprador precisa de alguns conhecimentos e Gilson revela que as informações mais importantes estão impressas na própria peça ou embalagem.
Na hora de escolher a tinta, a atenção deve estar voltada ao que vem apresentado na própria lata. Escolher uma marca mais barata pode levar o consumidor ao velho ditado de que o barato pode sair caro. Gilson explica que, neste caso, o produto mais barato pode sair ao mesmo preço de outro com qualidade superior e, por isso, de preço mais elevado.
"Quando a tinta tem qualidade inferior, é necessário dar mais demãos do que se fosse
uma marca melhor"
, explica. Ele alerta que o rendimento por metro quadrado do produto está escrito na lata.
Para um ambiente interno, pequeno e mais escuro, Gilson aconselha que as paredes sejam pintadas
de uma cor mais clara. Ou a sugestão é usar uma cor mais escura em uma das paredes.
"Isso dá mais destaque à parede e valoriza os objetos de decoração"
.
Para a parte externa, existem materiais mais resistentes à chuva e ao sol, como as texturas, que seguram a cor por mais tempo, sem desbotar. A escolha da tinta ainda é favorecida pelo fato de existir uma variedade de cores muito grande, produzidas instantaneamente, na própria loja.
Se o piso escolhido for a cerâmica, muito procurada atualmente pela facilidade em limpar,
Gilson diz que deve ser um produto de qualidade superior. Para fazer esta avaliação não é suficiente
que o consumidor tome como base apenas o grau de resistência da peça ao longo do tempo, conhecido
pela sigla PI. Ele varia de um a cinco e quanto maior, mais resistente. "O PI se refere apenas ao esmalte
que cobre a peça. É um dos detalhes que a compõe"
.
A base da cerâmica é o chamado "biscoito", o que também deve ter alta qualidade.
"Pode ser que a peça tenha o PI cinco, mas tenha baixa qualidade da massa"
,
adverte. Por isso, o consumidor deve ficar atento ao grau de absorção de água pela
cerâmica. "Se a base é fraca, vai absorver muita água. A dilatação da cerâmica e sua compressão
fazem com que ela se solte do chão"
.
As mesmas dicas servem para os azulejos. O esmalte precisa ter boa qualidade e
a base também, para que não absorva água. "Quando há absorção, o azulejo
de cor mais clara fica com manchas escuras"
, comenta. Para o piso na área externa, alguns cuidados devem
ser observados. O ideal é que ele seja anti-derrapante. "Cerâmica lisa e molhada
provoca acidentes"
, diz. Porém, os que são muito grossos dificultam a limpeza.
A novidade do mercado para pisos e paredes é o porcelanato. Eles são mais resistentes
e a absorção de água é zero. "Eles não se quebram por qualquer choque"
, recomenda
o diretor de vendas.
Para as louças sanitárias, Gilson recomenda escolher as marcas mais tradicionais no mercado,
porque produzem com tecnologia que as marcas mais novas não têm. O vaso sanitário
demanda de determinada tecnologia para economizar água na hora da descarga. "As marcas
menos evoluídas produzem peças que utilizam 30 litros de água para uma descarga e as
mais tradicionais produzem peças que gastam somente seis litros"
, exemplifica.
Neste caso, também existe orientação na própria peça.
Sobre os metais sanitários é preciso estar atento. Não é só porque eles vão ficar dentro
da parede que não devem ser escolhidos com cuidado. Se a base de registro ou de válvula
não forem de boa qualidade, o prejuízo pode ser enorme. "Se houver vazamento ou
mau encaixe do tubo com a conexão pode haver vazamento, com necessidade de quebrar
o azulejo para consertar"
. Neste caso, corre-se o risco de não encontrar
o mesmo azulejo para colocar no lugar.
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