Juizforanos reclamam das condições das calçadas na cidade
Ana Letícia Sales
Fotos:
Aelson F. Amaral
15/02/03
Buracos, lixo, sujeira de animais... A má conservação das calçadas da cidade tem sido alvo de reclamação dos juizforanos e um risco para idosos, crianças e deficientes físicos.
A dona de casa, Neuza Helena da Silva, de 49 anos (foto abaixo), "que o diga!" Ela foi uma das vítimas de um tropeção em um buraco na calçada, perto da sua casa, na Avenida Sete de Setembro. O resultado? Uma fratura no pé e dez dias com gesso.
Neuza conta que, apesar do estrago da calçada não ser dos maiores, foi o
suficiente para que ela caísse e quebrasse
o pé. "Chegando já perto de casa havia um
pequeno buraco na calçada e meu pé agarrou nele, fazendo com que eu levasse
um grande tombo. Só não me machuquei mais porque estava de calça jeans", diz.
"Acho que deveria ter uma multa para os proprietários de imóveis que não conservam a sua calçada. Além disso, poderia haver um padrão para as calçadas da cidade. Assim não haveria tantos desníveis", comenta a dona de casa.
Apesar de poder processar o dono do imóvel em frente a calçada onde caiu, Neuza prefere não fazer isso. "O senhor que mora na casa parece ser muito humilde e nem deve ter muitas condições. Além do mais, isso acabaria trazendo mais dor de cabeça para mim", completa. Para ela a cidade precisa olhar melhor para as as condições das suas calçadas, que impendem o tráfego tranqüilo das pessoas.
A fiscalização das calçadas
A Diretoria de Política Urbana (DPU) é o órgão responsável por fiscalizar o
estado das calçadas no município. Mas o proprietário do imóvel é o
responsável pela conservação do espaço. Cabe à prefeitura fiscalizar se cada
um está fazendo o seu "dever de casa" direito. Segundo o chefe do
Departamento de Posturas e Edificações, da Divisão de Fiscalização, José
Márcio Guedes, no início de fevereiro a fiscalização foi
intensificada, principalmente no perímetro central, compreendido pelas
avenidas
Francisco Bernardino e
Independência e ruas Santo
Antônio e
Benjamin Constant. "Cada uma das regionais mantém frentes de trabalho
próprias em suas áreas de abrangência", afirma.
Os fiscais observam, entre outras coisas, a necessidade de reparos, a
regularidade de colocação dos pilotis que impedem o estacionamento de
veículos e se o rebaixamento para entrada e saída das garagens está de
acordo com a legislação. Nos casos em que forem detectadas irregularidades,
o proprietário do imóvel será notificado para que regularize a situação num
prazo de 30 dias, como previsto na Lei 7875/91, que dispõe sobre a
construção de passeio e fechamento de terreno. Não respeitando o prazo
previsto, o responsável pode sofrer multa por falta de conservação, no valor
de R$ 321,97. Já a falta de calçada tem multa de R$ 625,94.
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José Márcio avisa que essa verificação acontece dentro dos trabalhos de rotina do setor e que as reclamações sobre as condições de calçadas podem ser enviadas ao JF Informação, pelo telefone 156, ou para a Divisão de Fiscalização, no número 3690-7507.
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