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O caso de amor entre o estudante de Engenharia Mecânica, Hugo Alex de
Assis Tagliatti, 22 anos, e a Variant, ano 1970, começou bem antes dele
nascer. Comprada por seu pai, em 1979, três anos antes do seu nascimento, o
veículo era considerado um carro de luxo, na época.
Durante 20 anos, "ela" foi o único automóvel da casa. Os pais de Hugo sempre mantiveram o carro "rodando", sempre andaram nele. Foi na Variant que o estudante aprendeu a dirigir com, então, 15 anos. "Tenho muito apego com esse carro. Quando vejo o carro arrumado, limpo, novinho, me sinto bem, fico feliz", comenta.
O valor financeiro do carro, segundo ele, é muito acima do de mercado, pois possui um valor sentimental agregado.
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Ele costumava acompanhar o pai nos consertos, conhecendo a mecânica. Cresceu
aprendendo a gostar da Variant. Hoje, Hugo herdou o carro do pai e não
pretende se desfazer dele tão cedo. Pelo contrário, pensa em comprar outro
carro antigo no futuro.
Hugo não conhece pessoas da sua idade que mantêm carro antigo por hobby. "Os jovens estão mais preocupados em preparar os carros para a velocidade, para participar de pegas, o chamado tunning", confessa.
Ele prefere manter as características originais dos veículos. "Gosto mais do carro original, do carro antigo, do que o carro tunnado (com tunning)", diz. Para Hugo, os veículos antigos são "mais estilosos, tem todo um charme". O estudante acredita que a tendência é, no futuro, diminuir o número de pessoas que se divertem com automóveis antigos.
"Por isso é importante entrar para um clube de automóvel antigo, de fazer
parte da Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA),
(http://www.fbva.com.br) colocar a placa preta, para manter a tradição",
aconselha. A Variant de Hugo possui "placa preta" desde 2003, trata-se de um
resumo de um
"veículo de coleção, antigo com valor histórico, mantenedor de suas
características originais". Segundo Hugo, o carro possui 97% de originalidade.
Ele expôs apenas uma vez no Encontro do Automóvel Antigo. "Vou no encontro mais por hobby, por prazer", relata. "Gosto de ir e ouvir o barulho do motor dos carros antigos". Questionado sobre o gasto para manter o veículo conservado, ele diz que vale a pena pelo fascínio que o automóvel desperta. "Além de todo o romantismo que é você dirigir um carro desse pela noite juizforana", finaliza.