Cidade
Juiz de Fora envelhecida
Mais de 10% da população tem acima de 60 anos. Números mostram que índice de idosos da cidade supera a média nacional

Chico Brinati
Repórter
29/08/2005

Clique para ver o alerta do geriatra, Márcio Borges, sobre o envelhecimento da população e ler a história de alguns "jovens" idosos

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Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, da Prefeitura Municipal e do Núcleo de Pesquisa de Envelhecimento da UFJF, Juiz de Fora é uma das cidades mais idosas do país.

Numa população de mais de 490 mil habitantes, 11% são pessoas acima de 60 anos, enquanto o índice nacional é de 9%.

A projeção nos diz que, nos próximos 20 anos, serão 15% dos juizforanos na Terceira Idade. Mas o município está preparado para atender a essa demanda? É possível envelhecer com qualidade de vida na cidade?

Os mais recentes dados sócio-econômicos revelam um expressivo aumento da expectativa de vida, alavancado pelos avanços nas áreas de saúde, como um dos principais fatores responsáveis pelo "envelhecimento da população".

Com isso, é crescente o número de procura por serviços relacionados à Terceira Idade. Cada vez mais, instituições de ensino de Juiz de Fora, como a UFJF (por meio do Pólo Interdisciplinar na Área do Envelhecimento), investem em programas voltados para esse público. Na área do lazer, existem os programas do Pró-idoso (criado em 1988, é desenvolvido pela Prefeitura de Juiz de Fora, por meio da Associação Municipal de Apoio Comunitário, AMAC).

Quem procura por esses serviços é uma parcela da população idosa que já atingiu um patamar social mais sólido, possui mais tempo livre e uma certa estabilidade financeira. Esta população descobre, cada vez mais, os benefícios que a medicina pode proporcionar em matéria de qualidade de vida e se abre para desfrutar de atividades sócio-culturais.

Números
Em 25 anos, cerca de um terço dos habitantes do planeta terão mais de 60 anos, ou seja, 2,5 bilhões de pessoas. Segundo dados do IBGE, até 2025, o Brasil será o 6º país do mundo em idosos. Nas próximas duas décadas, a previsão é que a população idosa do país dobre, passando para cerca de 30 milhões.

Enquanto em 1950, a porcentagem de idosos no mundo era de 8%, Juiz de Fora apresentava apenas 3% de sua população na Terceira Idade, menos que a taxa nacional, de 4% na época. No ano de 1991, a cidade ultrapassou a média nacional (7,5%) e encostou na mundial (9%), com uma parcela de 8,3% de habitantes idosos.

Isso fez com que a sociedade começasse a observar os assuntos relacionados a esse público. Assim, em 1994, surgia a Política Nacional do Idoso, que prevê a integração de ações em diversas áreas, tais como saúde, previdência social, trabalho, justiça, educação, habitação e urbanismo.

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