O Esperanto é uma língua considerada neutra, que surgiu com a publicação do livro Unua libro por rusoj (Primeiro Livro para Russos), escrito pelo médico polonês Lázaro Luis Zamenhof em 1887.
A neutralidade do Esperanto se deve ao fato de ser uma língua internacional planejada e que, por isso, não traz consigo expressões de uma cultura específica. Seu aprendizado é fácil, pois sua gramática é composta por apenas 16 regras, seu alfabeto é fonético, ou seja, cada letra possui apenas um som, o vocabulário é simples e flexível, pois novas palavras podem ser formadas pelo acréscimo de afixos.
Aliado da beleza e simplicidade, o Esperanto traz internamente a idéia de fraternidade, pois, "mesmo com nacionalidades e culturas diferentes, nos sentimos iguais, pois a língua que falamos é a mesma", explica o esperantista Vinícius Werneck, de 19 anos.
Esse sentimento de igualdade faz com que falantes dessa interlíngua se ajudem em qualquer parte do mundo. Foi o caso do professor Dr. José Passini (foto abaixo), quando estava de passagem por Madri.
"Em viagem à Europa, por causa da empresa aérea,
teria que passar uma noite em Madri, Espanha. Antes de sair do Brasil,
consultei o Jarlibro (anuário de esperantistas), entrei em contato com um casal que morava na
capital espanhola e combinamos de nos encontrarmos no aeroporto", lembra
Passini.
"Ao chegar lá, fui para a casa deles e ficamos conversando por horas. Já era tarde e eu ia para o hotel, mas tive que aceitar o convite e dormir lá, apesar de ter explicado que o vôo era cedo. No dia seguinte, todos se levantaram e me acompanharam até o aeroporto. Foi uma experiência que o Esperanto me proporcionou", finaliza.