Cidade
Artistas de rua
Comece 2006 lendo histórias de quem tem garra para vencer!
Artes de todos os tipos ao alcance de quem queira parar para ver

Fernanda Leonel
Repórter
02/01/2006

Talento, dedicação, alternativa. Uma mistura que produz arte gratuita em vários pontos da cidade. Clique no ícone ao lado para conhecer o trabalho dos artistas de rua de Juiz de Fora

Leia! Leia!


Se, como disse Milton Nascimento, "o artista tem que ir aonde o povo está", esses juizforanos provam que têm consciência do talento. Luis, Antônio, Robson, Elias, Viano... pessoas comuns e desconhecidas até que se explique que se tratam do "menino que faz malabares no sinal", do "violeiro da Rua Halfeld", ou do "senhor que toca violino pelo centro da cidade" ou ainda do "peruano que toca flauta" e do "artista que desenha o seu retrato".

Artes diferentes, histórias em comum. Eles acreditam na popularização da arte e no poder de transformação que ela possui, mesmo que muitos, com seu jeito humilde, definam isso com frases do tipo "temos que levar essas coisas bonitas para a rua" ou "mudei meu jeitão errado depois que vi que gostavam do que faço".

Perguntados sobre como classificavam suas atividades - trabalho ou arte - estes artistas de Juiz de Fora foram unâmimes em responder: arte. Apesar deles, praticamente, sobreviverem do que arrecadam cidade afora - ou dos trabalhos que surgem a partir de contratos fechados nas ruas - o dinheiro não parece ser mais importante em suas atividades. Diárias, diga-se de passagem. Apesar de não terem horário fixo, eles trabalham de segunda a sábado, exceto se o tempo não estiver bom.

Fazendo o que mais gostam, por necessidade ou por dom, eles chegam a faturar cerca de R$ 15 a R$ 20 por dia e conseguem atrair a atenção de quem passa pelas ruas.

Conheça os nossos artistas!
Juiz de Fora possui muitos "talentos ambulantes". É só dar uma volta pelos centros da cidade para comprovar a diversidade e o trabalho desses artistas. Nascidos aqui ou não, todos se consideram juizforanos de coração e não pretender parar, tão cedo, de compartilhar suas habilidades com as pessoas que passam pelas ruas.

Que tal começar 2006, lendo essas lindas histórias de alguns deles? Para saber mais sobre a vida e o tipo de arte que cada um deles desenvolve, clique nos links abaixo. São exemplos de vida!

Antônio Felício Macari ou, simplesmente, "Seu Antônio" é figura muito conhecida na cidade. Não é pra menos. Esse senhor de 64 anos toca seu violão e canta nas ruas de Juiz de Fora desde 1979.
(leia a história)    (veja o vídeo)

Viano nasceu em Juiz de Fora e sempre gostou de arte. Aos poucos foi descobrindo o que ele conseguia fazer. Hoje, pinta quadros, letreiros, faz desenhos com tinta, caricaturas e cópias de retratos em grafite. (leia a história)   

Aos 17 anos Luis Gonzaga Vicentini veio para Juiz de Fora. O capixaba que nasceu em Vitória, resolveu vir para a cidade porque sempre dizia que ela era muito boa para se viver.
(leia a história)    (veja o vídeo)

O peruno Elias Rojas encontrou na música apresentada na rua, a solução para que ele pudesse ganhar dinheiro e continuar tocando o estilo de música que sempre gostou: músicas instrumentais. (leia a história)   

Quem já passou pela Avenida Rio Branco certamente conhece o trabalho desse garoto malabarista de 18 anos. Robson Antônio trabalha há dois anos aproveitando os sinais vermelhos da avenida mais movimentada de Juiz de Fora para poder mostrar o seu trabalho. (leia a história)    (veja o vídeo)