|
|
||
Troca de experiência, de conhecimento entre cidades, artistas e comunidade de Juiz de Fora.
Essa é a expectativa para o 1º Festival Nacional de Teatro, que acontece entre
os dias 07 e 10 de setembro, em
Juiz de Fora, que foi anunciado oficialmente nesta segunda-feira, 21 de agosto.
A superintendente da Funalfa, Érica Delgado, fala sobre o festival como a
construção de uma nova cultura. "Estão todos imbuídos em construir um novo mundo. O
Festival Nacional de Teatro despertou a necessidade de Juiz de Fora", diz.
A idéia de se montar um festival na cidade, de acordo com o prefeito Alberto Bejani, surgiu há um ano, em uma viagem para Brasília, quando encontrou, no mesmo vôo, o ator Jonas Bloch. "Conversamos e ele disse que a cidade é muito boa para trabalhar, que os valores da cidade deveriam ser mostrados. Ele veio em Juiz de Fora e conversamos durante três horas no meu gabinete". Depois disso, o ator encenou o espetáculo Senhor das Flores e Bejani anunciou o projeto para o festival.
O interesse dos grupos teatrais foi crescente, após a abertura das inscrições, segundo Érica
Delgado. "Tivemos que encerrar as inscrições, porque não paravam de chegar interessados
e a gente precisava lançar a programação". No total, foram 47 inscritos, de 24 cidades, de
oito estados. A comissão de seleção escolheu doze espetáculos para se apresentarem.
"Apesar de um grupo somente chegar à final, todos são ganhadores", conclui Bejani, que
posou para fotos com o troféu, feito de sucata de ferro, pelo artista plástico Marcelo
Aquino.
Para uma das integrantes da comissão de seleção, Rôse Probst (foto ao lado,
à direita), do Sindicato
dos Produtores de Artes Cênicas (Sinparc), o festival vai mostrar para os
artistas locais como está a produção em outros cantos do país. "Vamos saber
o que estão fazendo aí fora. E é importante ter esse conhecimento, do que se
produz fora daqui e de mostrar o que se faz aqui", enfatiza.
Teka Figueira (foto acima, ao centro) e Toninho Dutra (foto, à esquerda), representantes da Associação de Produtores de Artes Cênicas (Apac), também da comissão, se surpreenderam com o número de inscritos e confessam que foi uma tarefa difícil. "Tivemos espetáculos excelentes e vamos ter na mostra, espetáculos grandiosos", ressalta Teka. A expectativa para Toninho é que a cidade fique mais movimentada nestes dias, tornando a cidade "mais cultural".
Para Bejani, o festival é "um ponto que se marca, não na administração, mas na cidade,
na Manchester Mineira" e cita alguns nomes de artistas de Juiz de Fora
que são destaques no Brasil, como Giovani Gávio, Sheila Carvalho, Ana Carolina, Itamar Franco,
entre outros.
O prefeito aproveitou o momento da coletiva para dizer que Juiz de Fora precisa retomar a idéia de ter um Teatro Municipal, a partir de 2007. "O Theatro-Central é importante sim, mas a cidade merece um teatro, até menor, para que os jovens se apresentem e não tenham o temor de não encher a platéia, porque o Central é muito grande", diz.
O FestivalDos dozes grupos participantes (clique para saber os nomes dos grupos), dois são de Juiz de Fora, três de São Paulo. Belo Horizonte, Brasília, Cataguases, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Sumaré e Uberlândia terão um representante cada. A comissão de seleção foi formada por Teka Figueira e Toninho Dutra (Apac), Rôse Probst (Associarte), Alex Monteiro e Marcos Marchiori (Sinparc) e Carlos Machado (Funalfa).A peça de cada grupo será julgada por uma comissão formada por Natálio Luz (diretor, produtor de teatro e radialista), de Juiz de Fora; Soraya Lopes da Silva Pereira (produtora de teatro), de Belo Horizonte; Maria Helena Kuhner (produtora de teatro), do Rio de Janeiro. As categorias premiadas são:
A cerimônia de entrega dos troféus será no dia Outros movimentos acontecem junto ao Festival, como mini-cursos de Teatro de Sombras, oficina de Produção com a diretora do Grupo Ponto de Partida de Barbacena, oficina de Voz e Corpo, uma livraria estará presente assim como curtas perfomances de teatro e dança em horários alternativos. |