Bancos fechados Bancários realizam paralisação de 24 horas e não descartam greve por tempo indeterminado
Repórter
26/09/2006
Terça-feira, dia 26 de setembro, foi o dia escolhido por bancários de
várias partes do país para uma paralisação que chama a atenção para o não rejuste de
salário da categoria e também pelas condições de
trabalho. Em Juiz de Fora a
situação não é diferente. Várias agências estão fechadas e aproximadamente
70% dos trabalhadores parados.
A decisão já tinha sido tomada há aproximadamente uma semana, época em que a classe também paralisou as atividades de um banco da cidade por uma hora (leia a nota que explica a situação).
Na noite desta segunda-feira, dia 25 de setembro, uma assembléia aconteceu para decidir uma outra questão: se essa paralisação de 24 horas poderia se transformar em uma greve por tempo indeterminado. Nada ficou definitivamente acertado. Mas a possibilidade de greve ainda está presente.
Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários, Carlos Alberto Nunes, entre os 200 bancários presentes, 92% votaram a favor da paralisação. Nunes afirmou que o movimento estará concentrado nas agências centrais da Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Unibanco, podendo atingir também em alguns bairros. Não está descartada a possibilidade de a paralisação se estender a outros agentes financeiros.
Uma nova negociação com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) está agendada para acontecer nesta quarta-feira, dia 27 de setembro. Os bancários reivindicam reposição da inflação do perído de setembro de 2005 à agosto de 2006, aumento real de 7,5%, ampliação da participação nos lucros da empresa, isonomia para os afastados, ampliação do horário de atendimento bancário ao público e segurança para os clientes e funcionários.
Além da reunião com a Fenabran, os bancários devem se reunir na noite desta terça-feira para discutir o resultado da paralisação e também quais são os novos rumos do movimento. A negociação e conversas entre a classe e os órgãos representativos já vão completar 40 dias.
Situação Nacional
A paralisação que acontece em Juiz de Fora também acontece em vários outros estados e cidades do Brasil. As ações fazem parte de movimento nacional, articulado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro.
Em Minas Gerais, por exemplo, a paralisação vale também para outras cidades da Zona da Mata, Divinópolis, Uberaba, Governador Valadares, e para todo o sul do estado. A paralisação em Minas é regional, assim como é também nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.
Já nos estados do Alagoas, Acre, Amapá, Pará, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e no Distrito Federal a decisão foi unânime todo o estado, ou seja, todas as cidades aderiram.
Segundo a Agência Brasil, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) anunciou que adotará medidas legais para manter as agências abertas. A federação informou, ainda, que contará com canais alternativos para os clientes, como atendimento telefônico e caixas eletrônicos.
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