Cidade

Segurança no trânsito Integração entre Gettran e PM para agilizar ocorrências de trânsito, e implantação de bilhetagem eletrônica em 90 dias

Sílvia Zoche
Repórter
09/10/2006

Foto das motos que serão usadas pelos agentes de fiscalização de trânsito da Prefeitura de Juiz de Fora para atendimento de acidentes que aconetçam nas vias de Juiz de Fora Os motoristas que se envolverem em acidentes de trânsito em Juiz de Fora não precisarão mais ir até à delegacia para fazer o boletim de ocorrência. Um convênio entre a Gettran e a Polícia Militar vai possibiltar que pessoas envolvidas em acidentes entre veículos, sem vítimas, resolvam o problema no local. Mas isto está previsto para acontecer a partir de janeiro.

O projeto de parceria deve ficar pronto em 30 dias, segundo o comandante da 4ª Região da Polícia Militar, coronel Gilmar Simões. "O atendimento móvel é para o cidadão não precise se deslocar". O que vai facilitar a liberação dos veículos da via e não atrapalhar o trânsito está entre os objetivos apontados pelo comandante, além de melhorar a fiscalização no trânsito de Juiz de Fora.

O preparo para a ação conjunta vai contar com três viaturas com equipamentos para que sejam feitas as ocorrências. O número de policiais e agentes trabalhando neste convênio ainda não foi divulgado. "Isso tudo estará no projeto divulgado daqui a 30 dias", diz coronel Simões. Para contactar as viaturas, haverá um número específico de atendimento, em vez de usarem o 190, que ainda será divulgado.

Mesmo que o projeto não esteja pronto, o convênio entre PM e agentes entra em prática no JF Folia, na área de segurança.

Edital

Foto das motos que serão usadas pelos agentes de fiscalização de trânsito da Prefeitura de Juiz de Fora para atendimento de acidentes que aconetçam nas vias de Juiz de Fora Em novembro sai o edital para Guarda Municipal de Juiz de Fora, com 150 vagas. "Os aprovados no concurso serão treinados pela Academia de Polícia Militar", informa Bejani, que lembra que a guarda de Juiz de Fora vai trabalhar armada, diferentemente da guarda de Belo Horizonte.

O trabalho será uma parceria entre a Polícia Militar e a Guarda. "É uma forma de trazer mais segurança para cidade, principalmente na entrada e saída de Juiz de Fora", diz o prefeito.

Além da segurança, os guardas terão que informar qualquer dado relacionado ao turismo da cidade e região. "Se alguém quiser saber como se chega ao Museu, ele tem que informar, se alguém quer ir a Cabangu, o guarda vai saber", diz Bejani.

No mesmo mês, sai edital também para a agentes de trânsito da Gettran. De acordo com o superintendente da Gestão, Fernando Schimidt, atualmente existem 44 agentes. "Pela lei, vão abrir 60 vagas, mas precisamos de mais 120 agentes".

Mais dois radares

O trânsito da Avenida Rio Branco vai ganhar dois radares luminosos, no máximo, até fevereiro. "A velocidade será realmente de 40 km/h. Se avançar o sinal, será pego. Não vai ter jeito", avisa Bejani, que deixa claro ser a favor de radares visíveis e não escondidos. "Sinalização tem que ser visível, para ser educativa. Quando é escondida, é punitiva e isso não sou a favor, até porque a lei proíbe", justifica.

Apesar de anunciar mais dois radares, o prefeito diz que serão posicionados nas esquinas da Avenida Rio Branco com a Halfeld, com a Marechal Deodoro e a São João.

Bilhetagem eletrônica

Foto da máquina de bilhetagem eletrônica que será instalada nos ônibus Trazer segurança para os passageiros, trocadores e motoristas de ônibus urbanos; saber o número exato de usuários deste transporte; acabar com as vendas de vale-transporte para fins diferentes de usar o transporte público; evitar roubos nos ônibus.

Estes são alguns dos objetivos da Astransp ao introduzir a bilhetagem eletrônica. De acordo com Fernando Goretti, oito empresas participaram da licitação, duas ficaram para a seleção final e a APB Prodata foi a vencedora, que começa a colocar os equipamentos daqui a 90 dias.

O representante da empresa, Natanael Romero explica que este é um meio seguro e eficiente. "Até hoje, não tivemos notícia de violação do cartão". O cartão não é magnético e sim de contato. O passageiro encosta o cartão no aparelho e terá seu acesso liberado.

Foto de Natanael Romero, representante da empresa que ganhou 
a licitação para instalar as máquinas de bilhetagem eletrônica, mostrando alguns cartões A presença do trocador permanece tanto para auxiliar os passageiros, quanto para vender os cartões no próprio ônibus. O pagamento em dinheiro poderá ser feito também. Mesmo assim, Natanael afirma que a quantidade de dinheiro circulando no ônibus diminuiu substancialmente.

Será programado quantas vezes por dia o usuário poderá usar o cartão, que será único e intransferível, além de ser estipulado qual será o intervalo de tempo para uso no mesmo dia. Em caso de roubo, a pessoa deve avisar um call center na Astransp, que fará o bloqueio do cartão, que vai receber um novo cartão, com o mesmo saldo anterior.

Inicialmente, devem ser fabricados 200 mil cartões. Os estudantes terão um valor fixo mensalmente. A recarga do cartão poderá ser feita no próprio ônibus, pelo trocador, tanto para os estudantes para quem usa vale-transporte.

Foto do cartão de contato que será usados nos ônibus em vez dos
vales-transportes de papel Para Bejani, isso vai acabar com o "câmbio negro" dos vales-transportes que existem atualmente. "Esta máquina vai trazer uma segurança enorme, além de sabermos o número exato de passageiros". Para o prefeito, há evasão de quatro milhões de passageiros. "Como pode diminuir o número de passageiros em uma população crescente Estão andando a pé? Claro que não. Tem evasão sim. Quanto mais passageiros, menor o valor da passagem", afirma.

O aparelho de bilhetagem eletrônica vai gerar um relatório todos os dias, mostrando o número de passageiros e estratificá-los (estudantes, idosos...). O cartão possui um antena interna e um chip para que os dados sejam captados pela antena da máquina que será instalada nos ônibus.