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Quarta, 17 de janeiro de 2007, atualizada às 14h22

Depois de registrado Bem Imaterial, o Batuque Afro- brasileiro de Nelson Silva se prepara para o Carnaval, lançamento de livro e CD

Criado em 1964, o Batuque Afro-brasileiro de Nelson Silva teve seu reconhecimento formalizado, através do registro de Bem Imaterial, por meio do Decreto nº 9.085, de 15 de janeiro de 2007. O grupo é um dos maiores representantes da cultura negra em Juiz de Fora e, além do trabalho artístico, promove palestras e cursos de conscientização para a população.

Depois de comemorar o registro, o Batuque se prepara para desfilar na Mocidade Independente do Progresso neste Carnaval, com enredo baseado em três raças e cidadania.

Em 2007, há expectativa de lançamento de um CD e livro com conteúdo inédito sobre o Batuque. Para isso, o grupo pretende ampliar o quadro de colaboradores na manutenção da entidade que, atualmente, conta com o apoio da da Prefeitura de Juiz de Fora, por meio da Funalfa, e também da Câmara Municipal de Juiz de Fora. "Embora já tenhamos um livro e CD, queremos fazer um histórico do ano 2000 a 2007, data de lançamento da última publicação", explica Flávio Aloísio Carneiro (leia a matéria!), presidente do grupo.

Atualmente, o Batuque possui cerca de 40 integrantes, entre crianças e adultos, e trabalha no resgate e valorização da cultura negra. Em 2006, foram aproximadamente 40 apresentações em Juiz de Fora e cidades vizinhas, como Cataguases, Bicas, Leopoldina, São João Nepomuceno e Ewbanck da Câmara. "Temos que agradecer aos que reconheceram uma entidade que resiste a tantas dificuldades há 43 anos", afirma Flávio.

No Brasil, o grupo é a única entidade cultural que mantém um repertório próprio, com cerca de mais de 80 obras, em que músicas, arranjos e danças foram criadas ou adaptadas por Nelson Silva. Quem já assistiu a uma apresentação do grupo, pôde conferir sambas, lamentos, batuques, canções, toadas, maculelês e hinos.

Para os interessados em participar, os ensaios acontecem todas às terças, de 19h às 21h, no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (Avenida Getúlio Vargas, 200).