Cidade

Passagem pode não subir nesta quinta MP envia pedido para a Vara da Fazenda, pedindo a suspensão do reajuste da passagem, por pelo menos por mais 30 dias

Fernanda Leonel
Repórter
31/01/2007

Juiz de Fora, 16h. Na Rua Santo Antônio estudantes, justiça e segmentos organizados tomam as últimas providências contra o aumento da passagem de ônibus urbano, marcada para começar a valer, a partir desta quinta-feira, dia 1º de fevereiro.

Nas ruas, a manifestação dos estudantes insatisfeitos com o aumento. E, no prédio da Promotoria de Justiça, representantes do "Comitê contra o Aumento da Passagem", contrários ao que acontecia do lado de fora, eram comunicados pelo promotor substituto da Promotoria de Defesa do Consumidor, Carlos Ari Brasil (foto abaixo), sobre a possibilidade da passagem de ônibus não ser reajustada em 1º de fevereiro. Pelo menos, por enquanto.

Isso porque, nesta quarta-feira, dia 31 de janeiro, o Ministério Público (MP) entrou com uma ação cautelar na Vara da Fazenda pedindo uma liminar que suspenda o decreto assinado pelo prefeito Alberto Bejani, no último sábado, que aumenta o valor da passagem de ônibus urbano para R$ 1,75.

promotor Ari Segundo o promotor, ele mesmo solicitou à juíza, Maria Cecília Gollner, que analisasse a questão ainda nesta quarta, para que no dia em que a passagem aumentasse (quinta) o juizforano possa ter uma posição mais concreta sobre o valor pago pelo vale-transporte. "Eu acredito que há grandes chances da juíza suspender esse decreto, apesar de, por falta de tempo e mesmo de dados reunidos, eu não ter feito a justificativa da maneira como deveria".

O promotor diz que é possível que essa decisão de suspensão temporária do novo valor da passagem seja tomada, mesmo porque, depois do consumidor começar a pagar por R$ 1,75, fica mais difícil fazer valer a liminar da juíza.

Para que o Ministério Público tenha mais tempo de analisar as planilhas do Conselho Municipal de Trânsito, o promotor substituto também comunicou que na próxima semana, técnicos do Ministério Público de Belo Horizonte, especialistas em contabilidade, devem chegar à Juiz de Fora para analisar a planilha de custos que prevê o reajuste.