Terça, 19 de junho de 2007, atualizada às 17h40
Em época de festas juninas, crescem as recomendações do Corpo de Bombeiros para evitar desastres em queimas de fogos. Soltar balão nem pensar. A pratica é considerada crime no país.
Segundo o sócio-proprietário de uma empresa de fogos de artifício, Marco Antônio Saçço,
hoje, dificilmente alguém encontra um balão para comprar em Juiz de Fora.
"Mesmo em mercado clandestino é difícil alguém vender balão por aqui. Os casos
que podem acontecer é de alguém fabricar um de forma caseira. O mesmo não acontece
no Rio de Janeiro, onde é normal encontrar o produto no mercado clandestino.
No estado há até campeonatos de balões burlando a lei"
, conta.
Além de estar sujeito a prisão, a pessoa que solta balões pode causar catástrofes ambientais, incêndios, porque não têm controle nenhum no momento do vôo.
Além disso, todo cuidado é pouco na hora de
soltar foguetes.
O assessor de comunicação do Corpo de Bombeiros, Capitão Santiago,
destaca que as normas das embalagens do foguete devem ser seguidas a risca. "É
preciso manter a distância de segurança, não tentar usar fogos que tenham falhado,
nem apontando para alguém. Acidentes também são provocados por pessoas que
soltam foguetes bêbados ou dentro de casa e carros. Dicas simples, mas que
devem ser seguidas"
, destaca.
Em caso de acidentes, Capitão Santiago passa algumas recomendações que podem
ser feitas antes de ir ao médico. "A pessoa deve cobrir a queimadura com
panos limpos, nunca furar as bolhas, não retirar roupas grudadas, não usar
pomadas e nem tocar as lesões"
, explica.
Para os que querem promover belos espetáculos de fogos de artifícios, a dica é procurar empresas profissionais. Apenas elas são autorizadas a manuseiar os foguetes que têm mais pólvora e que podem promover um espetáculo pirotécnico. Os contratos para esse tipo de show de fogos chega aumentar em até 80% nas lojas especializadas.
*Thiago Werneck é estudante de Jornalismo da UFJF