Especial Dengue

Sexta-feira, 06 de julho de 2007, atualizada às 16h07

Termina novo levantamento sobre mosquito da dengue



*Guilherme Arêas
Colaboração

Termina nesta sexta-feira, 6 de julho, o novo Levantamento de Índice Rápido de Aedes Aegypti (LIRAa), trabalho que visa mapear as áreas de infestação do mosquito transmissor da dengue em Juiz de Fora. Todas as regiões da cidade foram vistoriadas e os dados devem ser divulgados na próxima semana.

Na última pesquisa, realizada em abril, o índice de focos do mosquito chegou a 3,9%. Dos 5.442 imóveis vistoriados pelos profissionais do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, 221 apresentaram focos do Aedes Aegypti. Esse índice foi 1% maior do que o constatado no primeiro levantamento do ano, realizado em janeiro.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, 247 casos de dengue foram confirmados este ano, sendo 206 autóctones (contraídos em Juiz de Fora).

Medidas para eliminação dos locais de reprodução do mosquito
  • Tampar os grandes depósitos de água: A boa vedação de tampas em recipientes como caixas d'água, tanques, tinas, poços e fossas impedirão que os mosquitos depositem seus ovos. Esses locais, se não forem bem vedados, permitirão a fácil entrada e saída de mosquitos.
  • Remover o lixo: O acúmulo de lixo e de detritos em volta das casas pode servir como excelente meio de coleta de água de chuva. Portanto, as pessoas devem evitar tal ocorrência e solicitar sua remoção pelo serviço de limpeza pública - ou enterrá-los no chão ou queimá-los, onde isto for permitido.
  • Fazer controle químico: Existem larvicidas seguros e fáceis de usar, que podem ser colocados nos recipientes de água para matar as larvas em desenvolvimento - este método para controle doméstico da dengue em cidades grandes tem sido usado com sucesso por várias secretarias municipais de saúde e é realizado pelos agentes de controle da dengue.
  • Limpar os recipientes de água: Não basta apenas trocar a água do vaso de planta ou usar um produto para esterilizar a água, como a água sanitária. É preciso lavar as laterais e as bordas do recipiente com bucha, pois nesses locais os ovos eclodem e se transformam em larvas.

Fonte: Ministério da Saúde

*Guilherme Arêas é estudante de Jornalismo na UFJF


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