Cidade

Quinta-feira, 12 de julho de 2007, atualizada às 16h09

Proposta de edital para a Lei Murilo Mendes 2007


*Guilherme Arêas
Colaboração

A Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa) lança, na próxima seguda-feira, dia 16 de julho, a proposta para o edital 2007 da Lei Murilo Mendes de Incentivo à Cultura. A reunião acontece no Anfiteatro João Carriço, na Avenida Barão do Rio Branco, 2234, às 17h.

No encontro, aberto à classe artística e aos produtores da cidade, os convidados vão conhecer as mudanças e esclarecer as dúvidas que tiverem em relação à lei deste ano. A responsável pelo setor da Lei Murilo Mendes, Adriana Abrantes, afirma que surgiram pequenas alterações em relação ao edital de 2006. "Nós fizemos algumas alterações que visam o aperfeiçoamento da lei para contribuir na seleção e para que nós possamos acompanhar mais de perto os projetos selecionados", releva.

A Funalfa espera receber, na reunião, cerca de cem pessoas que estejam envolvidas com a produção cultural na cidade. A expectativa é que as inscrições dos projetos comecem a acontecer já no próximo mês. Em 2006, foram aprovados 88 projetos nas mais diversas áreas (cinema, literatura, música, artes plásticas, fotografia, arte-educação, artes cênicas)

As mudanças

A representante da Associação dos Produtores de Artes Cênicas (APAC) de Juiz de Fora, Rôse Probst, acredita que as mudanças são necessárias para o aperfeiçoamento da lei. A representante afirmou que os produtores de arte cênica da cidade ainda discutem as propostas que levarão na reunião de semana que vem. A Associação busca amparo na lei para realizar a 8ª edição da Campanha de Popularização do Teatro e da Dança.

Já a artista plástica e escritora, Tereza Miranda, afirma que desistiu de concorrer pela lei, este ano pela falta de transparência no processo de seleção. "Na minha opinião, a Lei Murilo Mendes caiu no descrédito. Muitos bons artistas da cidade, como o escritor José Antônio Jacob, deixam de ser beneficiados pela lei para dar lugar a projetos de baixa qualidade", afirma.

A representante da Lei Murilo Mendes, Adriana Abrantes, informou que todos os projetos são encaminhados para os consultores, formados por profissionais experientes em cada área cultural. Os consultores avaliam e dão notas para os projetos. Os que conseguem nota igual ou superior a 80 passam para a Comissão Municipal de Incentivo à Cultura (COMIC). Os membros da Comissão definem os projetos que serão agraciados pela lei.

A Lei Murilo Mendes de Incentivo à Cultura foi criada em 1994, pelo então vereador Vanderlei Tomaz. Consiste em financiar projetos de produtores locais, através de um fundo aprovado anualmente pelo orçamento. Os projetos aprovados recebem de 80% a 100% do valor proposto. Inicialmente com verba de R$ 200 mil, a lei, hoje, disponibiliza à classe artística R$ 1 milhão.

*Guilherme Arêas é estudante de Jornalismo na UFJF