Segunda, 23 de julho de 2007, atualizada às 19h10
Depois de 80 dias de paralisação, a Polícia Civil de Juiz de Fora decide suspender temporariamente o movimento grevista e volta aos trabalhos.
A decisão foi tomada na última sexta, dia 20, em assembléia geral da categoria, realizada em Belo Horizonte. Na quinta, o grupo se reuniu com o secretário de governo, Danilo de Castro, que sinalizou que a s reivindicações poderiam ser melhor atendidas caso a classe colocasse fim à paralisação.
"Resolvemos acreditar, e voltamos nesta segunda. Mas deixamos claro
que podemos fazer paralisações de 24, 48 ou 78 horas em datas não reveladas"
, explica
Marcelo Armstrong, representante regional do Sindicato de Policiais Civis de Minas
Gerais (Sindpol) da Zona da Mata.
Ainda segundo Armstrong, os policias declararam "estado permanente de insatisfação", e que, por este motivo, trabalham com uma tarja preta em suas fardas, até que haja o atendimento de seus pedidos, por parte do governo do estado.
O grupo espera que nas próximas semanas possa ser definida a proposta de Emenda a Constituição, que estende aos delegados de policia as garantias asseguradas aos defensores públicos e procuradores do estado, assim como fique acertado o pagamento do "risco de vida" e que a assembléia aprove o projeto que eleve a exigência de ensino superior na admissão de novos agentes e escrivães.