Cidade

De quem é a preferência? Ignorada por alguns motoristas, as regras de preferência no trânsito podem gerar multa quando não forem seguidas


Guilherme Arêas
*Colaboração
27/08/2006

A palavra "preferência" aparece dezenas de vezes no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Mas, na prática, parece que alguns motoristas se esquecem de efetivar essas regras no dia-a-dia do trânsito nas ruas da cidade.

Por isso, o portal ACESSA.com preparou algumas dicas para que as regras de preferência possam sempre estar frescas na memória do motorista. Quem auxilia nas orientações é o instrutor de trânsito, Ronaldo Tadeu (foto).

A primeira regra a ser obedecida é a que está estabelecida nas placas de trânsito. Quando o motorista enxergar o triângulo de cabeça para baixo e com bordas vermelhas, pode tirar o pé do acelerador. Esta placa significa que você deve reduzir a velocidade e dar preferência ao motorista que trafega em outra via.

Mas as principais dúvidas surgem quando não há sinalização. Nesses casos, de acordo com o artigo 26 do Código de Trânsito Brasileiro, quando veículos, transitando por fluxos que se cruzem, se aproximarem de local não sinalizado, tem preferência de passagem: no caso de apenas um fluxo ser proveniente de rodovia, aquele que estiver circulando por ela; no caso de rotatória, aquele que estiver circulando por ela; nos demais casos, o que vier pela direita do condutor.

foto de Ronaldo De acordo com Ronaldo, a preferência de veículos que estejam trafegando em uma rodovia se dá pelo fato de elas permitirem maiores velocidades.

"Geralmente as rodovias estabelecem limites de 110 km/h para automóveis, caminhonetas e motocicletas; 90 km/h para ônibus e microônibus e 80 km/h para os demais veículos. O carro que trafega pela rodovia tem mais dificuldade em parar do que um outro que entra por uma via lateral. Por isso a preferência, nesses casos, é dada para o motorista que já está na rodovia, que deve ter o mínimo de impedimentos possíveis", esclarece.

foto de uma placa de dê a preferência Já nas rotatórias, tem a preferência quem já está trafegando por ela. As rotatórias são círculos pintados e instalados em vias que tenham uma movimentação considerável, servindo como retorno aos veículos. "O espaço nas rotatórias geralmente é pequeno. Então, o melhor a se fazer é dar a preferência para quem já está dentro dela".

No caso de um cruzamento não sinalizado, o que vale é a regra da direita. De acordo com esta norma, em casos onde dois veículos desejam atravessar o cruzamento ao mesmo tempo, o motorista deve ceder a preferência ao automóvel que está a sua direita.

"Essa regra também vale para os casos em que uma mesma via converge para outra. Neste caso, quem faz a conversão para a direita, tem a preferência", orienta Ronaldo. A esquina das ruas Olegário Maciel e Halfeld é um bom exemplo onde os motoristas que viram para a direita têm a preferência.

"Parada obrigatória" e "Dê a preferência"

foto de uma placa de pare O instrutor Ronaldo Tadeu orienta para as diferenças entre a sinalização de "Parada obrigatória", a famosa placa vermelha escrita "PARE" e a de "Dê a Preferência", a placa com o triângulo de cabeça para baixo.

"Quando a sinalização indica a parada obrigatória, o motorista é obrigado a parar o veículo, pois, além de o cruzamento ser perigoso, a visibilidade é prejudicada, ou seja, o motorista tem dificuldades em ver os veículos que trafegam na outra via. Já a sinalização de preferência, tem a finalidade de indicar e informar que o motorista deverá reduzir a velocidade, permitindo a passagem do automóvel que se encontra na outra via. Em algumas situações, o motorista realmente vai ter que parar o veículo", observa Ronaldo.

Bicicletas e pedestres

O Código de Trânsito Brasileiro também alerta para a relação entre veículos, ciclistas e pedestres. De acordo com o artigo 58, as bicicletas têm preferência quando as mesmas estiverem em circulação em vias onde não existe ciclovia, ciclofaixa ou acostamento.

Já em relação aos pedestres, o Código orienta que a travessia deve ser feita sobre as faixas delimitadas para este fim, observando a existência ou não da sinalização por semáforos. No caso em que houver sinalização semafórica, a preferência é dada aos pedestres que não tenham concluído a travessia, mesmo em caso de mudança do semáforo liberando a passagem dos veículos.

Com tantos detalhes, os motoristas devem redobrar a atenção. Algumas infrações relacionadas a essas regras de preferência podem ser consideradas graves ou até gravíssimas e a penalidade inclui multas. "O que nós devemos fazer é desenvolver a educação para o trânsito e explicar melhor aos motoristas sobre a legislação", conclui.

foto das malas foto do sertão nordestino

*Guilherme Arêas é estudante de Jornalismo na UFJF

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Concordo que o pedestre tem quer ter a preferência, desde que ele atravesse na faixa a ele destinada. Tenho uma garagem no edifício solar Rio Branco e, às vezes, sair daqui é um desafio, pois 99,9% dos pedestres não respeitam a faixa. E as bicicletas estas sim são um problema sério; não respeitam a mâo de direção, os semáforos e os motoqueiros estes sim são verdadeiros malucos fazem verdadeiras loucuras nas ultrapassagens pela direita, pelo centro, pela esquerda de qualquer maneira. Pergunto seriam estes multados também????????

Opinião enviada por
Roberto Tortoriello


Comentários

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Andreia Andre Aymée: Gostaria de confirmar se quando tratar -se de rua e avenida a preferência prossegue ao veiculo que vem da direita, ou passa a ser a preferência de quem esta na avenida.

J Icassati Icassati: Esse artigo deveria ser lido por muitos motoristas. Tenho isto absurdos com relação a via e preferencia e principalmente a ROTATÓRIas, ou ROTUNDAS. Existem motoristas que chegam ao cúmulo de parar na rotatória, causando perigo ao que vem atrás. A preferência na rotatória é de quem está dentro dela. A leitura deste artigo poDe ajudar a muitos motoristas evitarem acidentes.