Cidade

Juizforanos opinam sobre a prorrogação da CPMF As opiniões se dividem, mas a maioria das pessoas defende
o fim da contribuição que virou imposto

Priscila Magalhães
Repórter
10/10/2007

A Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) foi criada em 1996 para gerar recursos que seriam investidos na área de saúde. Desde então, o brasileiro que possui conta em banco paga 0,38% sobre cada movimentação financeira realizada.

O governo alega que a contribuição é necessária para equilibrar as contas da União e, se ela acabar, outros impostos podem sofrer aumento para suprir sua falta. Porém, a maioria das pessoas é a favor do fim da CPMF. O vereador Bruno Siqueira (PMDB) diz que ela foi criada para ser provisória e é a favor do seu fim.

"Ela foi criada para que, aos poucos, fosse diminuindo. Qualquer valor que deixar de entrar nos cofres públicos vai fazer falta, mas o governo precisa fazer sua previsão orçamentária para que a falta desta verba seja suprida de outra forma", explica.

O vereador Rodrigo Matos (PSDB) diz que é arriscado a contribuição acabar de uma só vez. "O governo ainda não se preparou para isso. Acho que até 2011 deve haver redução de porcentagens, até que ela seja toda eliminada dando tempo para que o governo se prepare. A redução deve ser gradual".

Nas ruas de Juiz de Fora, a opinião a favor do fim da contribuição é maioria.

Foto de Anderson Anderson Ramos de Lima diz que é contra a prorrogação, "porque a CPMF surgiu para ser provisória e acabou virando permanente. Eu não creio que o dinheiro arrecadado com ela esteja sendo investido na saúde, como foi proposto."

Foto de Sinval Sinval Honorato diz que "foi feita para a saúde e o dinheiro não é usado para esta finalidade. O seu fim não iria provocar grandes problemas, pois pagamos outros impostos que podem ser usados para suprir este imposto. Quero que ela acabe e não que ela seja prorrogada".

Foto de Jaime Jaime Oliveira diz que "já imaginava que a CPMF iria virar permanente. Ela já devia ter acabado há muito tempo. Se colocassem com uma porcentagem bem pequena só para medir a movimentação fiscal, até concordaria, mas no valor que está, é muito alto. Muito dinheiro é arrecadado e não vemos para onde vai tudo isso".

Foto de Rodrigo Rodrigo Ribeiro diz que "de provisória a contribuição passou a permanente. A quantia que é retirada da nossa conta toda vez que movimentamos o dinheiro é muito alta e atrapalha. É muito dinheiro que sai e a gente não vê onde ele está sendo investido. Eu sou a favor do fim da CPMF".

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