Cidade

Quinta-feira, 27 de dezembro de 2007, atualizada às 19h21

Funcionários do Demlurb trabalham retirando cartazes da cidade. Colagem é proibida pelo código de posturas e a multa pode chegar a R$ 800


Priscila Magalhães
Repórter

Seis funcionários do Demlurb trabalham de segunda a sexta para retirar cerca de 500 cartazes por dia, colados nos pontos de ônibus, postes e madeirites de construções, nas principais ruas da cidade.

"Trabalhamos nisso há dois anos e meio e é um trabalho que não acaba. Limpamos de dia e à noite suja tudo de novo. É cartaz de empréstimo pessoal, cartomante e excursão", diz o diretor de operações do Demlurb, Sílvio Tambasco. Eles usam água, sabão e uma espátula para raspar os cartazes colados ilegalmente. "A população tem que ter consciência e respeitar o patrimônio público", completa ele.

A chefe do departamento de fiscalização de posturas municipais da Secretaria de Política Urbana, Rita de Cássia Guedes, diz que quando os fiscais encontram cartazes colados em locais proibidos, eles autuam e intimam a empresa a limpar. "Porém, o Demlurb não espera e faz a limpeza", diz ela.

A colagem é proibida pelo código de posturas da cidade. A multa é de R$ 400 por local, mas pode chegar a R$ 800 se houver veiculação de publicidade. "Além de colar os cartazes, veicular publicidade é outra infração e se a empresa não tiver alvará de funcionamento, é mais uma. É proibido, nós multamos, mas as pessoas continuam colando. Agora, o que vamos fazer é encaminhar os reincidentes para o jurídico da Prefeitura para ver o que mais pode ser feito", completa.

Segundo Rita, uma dificuldade da fiscalização é com relação aos cartazes que só tem número de telefone. "Quando não tem endereço precisamos fazer uma pesquisa para saber onde encontrar certa pessoa, ou empresa, o que dificulta. O mobiliário urbano não pode ser usado dessa maneira, sem autorização. E não é só questão de poluição visual. As pessoas precisam ter a consciência de manter limpo e isso não acontece".