Cidade

Quinta-feira, 17 de janeiro de 2008 atualizada às 18h48

Motociclistas de Juiz de Fora entram com ação no Ministério Público para suspender aumento do seguro obrigatório


Thiago Werneck
Repórter

Um reajuste de 100% e, em 2006, e de 38%, em 2008. Com esses índices de aumento o preço do seguro obrigatório para motos mais que triplicou seu valor em apenas três anos. O índice totalmente defasado fez a Associação dos Moto-Entregadores de Juiz de Fora entrar com uma ação no Ministério Público com pedido de suspensão do aumento.

O presidente da Associação, Antônio Carlos Lourenço Ribeiro, rebate o argumento de que o reajuste aconteceu por causa do aumento do número de acidentes com motos. "Hoje tem muito mais motos em circulação do que antes. Ou seja, quanto mais motos mais acidentes podem acontecer, não é motivo para aumentar a taxa, já que tem mais motoristas pagando também", diz. Antônio Carlos Lourenço Ribeiro, diz.

Antônio entrou com a ação no MP contra as seguradoras. "O estado não tem nada haver com aumento, são as empresas que colocam esse valor e parte dele vai para o estado. Um aumento totalmente abusivo", defende.

Um abaixo-assinado está sendo feito na maioria das concessionárias e lojas especializadas e está disponível para qualquer motociclista assinar. "Nosso objetivo é colher o maior número de assinaturas possível para mandar para Brasília e tentar cancelar a tarifa. Além disso, vamos anexar as assinaturas na ação que iniciamos no Ministério Público", diz ele.

O seguro foi de R$ 183 para R$ 254 sob alegação de que o número de acidentes envolvendo motocicletas cresceu muito no último ano. Em 2006, o custo era de R$ 84 e subiu para R$ 183.