Cidade

Quarta-feira, 12 de março de 2008 atualizada às 17h36

Funcionários do transporte público de Juiz de Fora recusam contra-proposta da Astransp de reajuste em 4,75%



Priscila Magalhães
Repórter

Em número considerado significativo, os trabalhadores do transporte público da cidade recusaram a contra-proposta de reajuste salarial em 4,75%, oferecida pela Astransp, em representação aos patrões. Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo de Juiz de Fora (Sinttro), Paulo Avezani, dos 200 trabalhadores que participaram da assembléia nesta quarta-feira, 12 de março, 195 votaram contra a proposta dos patrões e cinco foram a favor.

"Como contra-proposta dos trabalhadores, decidimos manter a reivindicação de 9,7% de reajuste salarial, a redução da jornada de trabalho e o fim da compensação de horas. A mudança é que abrimos mão do percentual de reajuste do ticket alimentação, que, se aprovado, passaria de R$ 140 para R$ 160", explica Paulo. Segundo ele, os R$ 20 de reajuste no ticket passariam a ser incorporados ao salário, juntamente com o aumento exigido.

O Sinttro vai encaminhar a contra-proposta para a Astransp nesta quinta-feira, 13 de março, e se não houver negociação direta, o sindicato vai chamar uma reunião de conciliação no Ministério Público do Trabalho. "Se mesmo lá não houver negociação, vamos deflagrar a greve já na próxima assembléia da categoria, que ainda não tem data marcada, e, conseqüentemente, entrar com a ação de dissídio coletivo", afirma.

Mas, o melhor é que a greve seja evitada, por isso, até a próxima semana, a intenção do sindicato é tentar avançar, ao máximo, nas negociações. "A campanha salarial continua. Apesar de termos a data base em fevereiro, queremos concluir as negociações sem causar maiores prejuízos para os patrões". O dirigente garantiu que até a próxima semana não vai haver paralisações no transporte público. "Temos procedimentos legais a serem seguidos, por isso temos que esperar a reunião no Ministério Público do Trabalho".

São cerca de três mil funcionários do transporte coletivo, na cidade. Duzentos votaram na assembléia desta quarta. "É um número muito bom e eles participaram mesmo com chuva. Temos uma média de 50 trabalhadores por assembléia", comemora Paulo.