Cidade

Quinta-feira, 10 de abril de 2008, atualizada às 15h01

OAB defende o afastamento de Bejani até que todo o processo seja concluído



Priscila Magalhães
Repórter

Até que todo o processo de liberação irregular de recursos do Fundo de Participação dos Municípios seja apurado pela justiça, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-JF) defende que o prefeito de Juiz de Fora, Alberto Bejani, fique afastado do cargo. "Sua real participação deve ser apurada", afirma o presidente da OAB em Juiz de Fora, Wagner Parrot, que qualifica o acontecimento como uma vergonha. "Estamos perplexos. A cidade nunca teve seu nome colocado em um escândalo como esse".

Além disso, ele defende que o prefeito deve prestar esclarecimentos para a sociedade, já que seu patrimônio e a fortuna encontrada em sua casa são demonstrações de riqueza incompatíveis com o que recebe. "Ele tem algumas regalias que fazem aumentar seu salário de R$ 15 mil por mês, mas, mesmo assim, continua incompatível com sua mansão, fazenda, carros e o dinheiro encontrado".

Sobre o fim do processo, Parrot diz não haver prazo, o que não impede que a Câmara Municipal entre com o pedido de impedimento de Bejani, que pode acontecer, também, por decisão judicial. "Se, diante das irregularidades, os vereadores declararem que o prefeito não tem mais capacidade moral para governar, eles podem entrar com um processo de impeachment". Se isso acontecer ou se a justiça determinar que o cargo está vago, o vice é conduzido a prefeito.

Parrot ainda vê o acontecimento por um lado positivo. "Espero que esse seja um processo de purificação para a política de Juiz de Fora, trazendo lições para os políticos e eleitores". Ele também espera que os vereadores trabalhem pelo bem da cidade quando forem tomar decisões, independente de serem da oposição ou da situação.

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