Sábado, 12 de abril de 2008, atualizada às 13h01
Ato Público mobiliza juizforanos contra a corrupção na política e marcam outra manifestação para segunda, dia 14 de abril
Repórter
Um ato público mobilizou os juizforanos no calçadão da Rua Halfeld, nesta sábado, dia 12 de abril, a organização estima que cerca de 300 pessoas participaram do movimento.
Promovido por entidades partidárias, como PSB, PCB, PSTU, PSOL, PMDB; sindicatos e classe artística, a inicitativa teve como objetivo alertar a população para a corrupção na política e também para a situação de Juiz de Fora, que teve o prefeito Alberto Bejani (PTB), preso na última quarta-feira, 09 de abril, sob acusação de desvios de verba.
Outra manifestação está marcada para a próxima segunda-feira, dia 14 de abril, às 16h, na Escadaria da Câmara Municipal.
Foram feitas panfletagens e recolheu-se assinaturas a favor do
impeachment do prefeito.
Segundo o vereador José Soter Figueirôa, o ato público é importante para
o momento que a cidade passa. "É a população atenta e ativa na vida política. É
possível tirar da Prefeitura quem está envolvido em bandaleiras"
.
Para o ator Gueminho Bernardes, Juiz de Fora está ferida com as denúncias
que foram feitas. "É preciso investigar os contratos da Prefeitura e limpar a
cidade das falcatruas. Não é só o Bejani que está envolvido em fraudes, tem mais
pessoas com ele na cidade e fora dela"
.
O estudante Jonas Tiago acredita que se trata de um primeiro passo para que as providências de tirar do poder quem está sendo indiciado sejam tomadas. A assistente social Viviane Souza Pereira espera que a Câmara Municipal tenha consciência política e social de ter uma atitude diante do caso.
O advogado Rafael Pimenta concorda que o processo de
impeachment
tenha que ocorrer. "A população tem que fazer pressão para que o prefeito Alberto
Bejani fique fora da administração da cidade até o final das apurações das denúncias
e, sendo comprovadas, que ele perca o mandato"
.
Instalação da CPI
Segundo Figuerôa, o vereador Vicentão tem até a próxima terça-feira, dia 15 de abril, para se manifestar acerca do requerimento que 18 vereadores da Câmara Municipal assinaram para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Através dela, o envolvimento de Bejani com o esquema de liberação irregular de verbas do Fundo de Participação dos Municípios(FPM) para cidades em débito com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vai ser investigado.
"Existem outras denúncias, além de desvios de verbas, como a de contrato de empresas
sem licitação e enriquecimento ilícito. Não é possível que um prefeito com salário
de 14 mil bruto possa ter acumulados tantos bens em três anos de governo"
.
Figuerôa afirma também que há um ano e meio a Câmara Municipal já tinha tentado abrir uma
CPI para investigar o contrato da Prefeitura com uma empresa, no valor de R$
6milhões de reais,
que, posteriormente, foi renovado pelo mesmo valor. "Tínhamos que recolher no mínimo
sete assinaturas e, íamos conseguir, se um vereador não retirasse de última hora a
sua assinatura"
.
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