Terça-feira, 15 de abril de 2008, atualizada às 14h39
Os fiscais da Receita
Federal se reuniram nesta segunda-feira, 14 de abril, e decidiram
manter a greve, que já dura 28 dias. "Achei que essa greve seria mais rápida, mas
ela está mais forte, mesmo com a possibilidade de haver corte de ponto"
, diz o vice-presidente
do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal, Adriano Brandão.
Os fiscais lutam por remuneração em forma de subsídio e pelo alinhamento
com as carreiras típicas de estado, como delegados, procuradores e juízes.
"Só queremos que o
governo cumpra o que nos prometeu em setembro do ano passado"
. Atualmente,
a remuneração da categoria depende de metas de arrecadação, nomeado, por Brandão,
como colcha de retalhos. "É inviável trabalhar dessa
forma, pois não sabemos quanto vamos ganhar"
, completa.
São cerca de 140 funcionários em Juiz de Fora e região e 30% deles estão trabalhando,
conforme prevê a lei. "É uma greve responsável"
, garante o dirigente,
dizendo que ela é um direito legal. A categoria conquistou, na justiça, o direito de greve, sem que houvesse
pressões e corte no ponto. Porém, a Advocacia Geral da União recorreu ao Superior Tribunal
Federal (STF) e o ponto pode ser cortado. "O movimento foi
exacerbado"
, completa Adriano.
Com a greve, os serviços de controle das exportações e importações ficam prejudicados, assim como o julgamento de processos administrativos, a análise de processos e a fiscalização. De setembro de 2007 até abril desse ano, foram cerca de 20 reuniões com o governo para resolver o impasse, mas as negociações não avançaram.