Cidade

Segunda-feira, 16 de junho de 2008, atualizada às 18h12

Advogado de Bejani entra com pedido de habeas corpus



Priscila Magalhães
Repórter

A assessoria de imprensa do Superior Tribunal de Justiça (STJ) informou que o advogado Marcelo Leonardo, que defende Carlos Alberto Bejani, entrou com o pedido de habeas corpus na tarde desta segunda-feira, 16 de junho.

O pedido está em fase de autuação e não chegou às mãos do ministro, por isso, a assessoria não soube informar uma previsão para o julgamento.

A assessoria da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) confirmou que Bejani está na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, em um pavilhão exclusivo para presos da Polícia Federal. Ele divide cela com mais duas pessoas e cumpre os procedimentos padrões da penitenciária. Porém, a assessoria diz não ter acesso ao nome dos outros dois presos.

Fim da prisão temporária

O final do prazo da prisão temporária de Enilson Loçasso Cardoso, cunhado do Bejani; Francisco Carapinha e seus dois filhos, Wanderson de Carvalho Carapinha e Francisco José de Carvalho Carapinha, dono da auto-viação Norte, presos no último dia 14 na Operação de Volta para Pasárgada, termina nesta segunda e, até 17h a assessoria da PF informou que a polícia ainda não havia pedido a prorrogação.

Se o pedido não for feito, os quatro presos podem ser soltos ainda nesta segunda. Bejani cumpre prisão preventiva, por isso, não existe tempo determinado para sua prisão.

A assessoria da PF ainda informou que o ex-ministro José Dirceu não vai ser convocado a prestar depoimento no inquérito que investiga o desvio de verbas do Fundo de Participação dos Municípios. Para investigar o envolvimento do ex-ministro com Bejani, um novo inquérito poderia ser instaurado.

Bejani teria sido expulso do PTB

Sobre as especulações de que Bejani teria sido expulso do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), o presidente em Juiz de Fora, Rogério Ghedin, que se trata de um equívoco. "Não é intenção do partido fazer isso", diz. O processo de expulsão é instaurado, analisado pelo colegiado estadual, do qual Bejani faz parte, e permite defesa. "O diretório municipal não tem competência para isso", completa.

Sobre o fato de o próprio presidente em Juiz de Fora ter sido expulso do partido, Ghedin disse que não houve alterações e que continua respondendo pelo PTB na cidade.

CPI conclui investigação sobre Bejani e aponta indiciados

Mesa com o relator da CPI, vereador Bruno Siqueira A CPI da Câmara Municipal que investigou, desde 14 de abril, as denúncias de liberação irregular de verbas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o desvio de dinheiro público e o enriquecimento ilícito do prefeito Alberto Bejani, concluiu as investigações nesta segunda-feira, 16 de junho.

O relator da CPI, vereador Bruno Siqueira, leu o relatório de 113 páginas, que aponta que os ilícitos cometidos pelo prefeito existiram.

A CPI indiciou pessoas envolvidas com os contratos estabelecidos entre a Prefeitura e as empresas contratadas sem licitação (veja os nomes). O relatório vai ser enviado ao Delegado da Polícia Federal que preside o inquérito referente à Operação Pasárgada, ao Procurador Geral de Justiça do Estado de Minas Gerais, ao vice-Prefeito do Município de Juiz de Fora no exercício do cargo de Prefeito, José Eduardo de Araújo, ao Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Minas Gerais, Raimundo Cândido Júnior e ao Presidente do Egrégio Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, Conselheiro Elmo Braz Soares.