Cidade

Segunda-feira, 16 de junho de 2008, atualizada às 16h

Entidades e sindicatos avaliam a situação política de Juiz de Fora e clamam por justiça



Daniele Gruppi
Repórter

Entidades e sindicatos avaliam a situação política de Juiz de Fora após a renúncia do prefeito Alberto Bejani ao cargo, nesta segunda-feira, dia 16 de maio.

A Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz enviou uma nota para cada vereador e também a distribuiu à população manifestando sua indignação. Para o presidente da comissão, Walber Monteiro, as denúncias devem ser apuradas e os responsáveis, punidos.

"Só vamos poder discutir a paz duradora, se tiver justiça a todo momento. Estamos atuando na fiscalização e exigiremos que os fatos sejam esclarecidos". O presidente da CUT Regional Zona da Mata, Péricles de Lima, afirma que a luta não terminou com a renúncia de Bejani.

Segundo ele, o preço da passagem, assim como o contrato da Prefeitura com as empresas de ônibus precisam ser revistos. "Pedimos ainda a investigação dos beneficiários com o esquema de desvio e de pagamentos de propinas. O legislativo esteve inerte durante todo esse tempo".

A coordenadora do Comitê "Fora Bejani", Victória de Fátima de Mello, acredita que a renúncia foi positiva para Bejani. "Para a população era melhor que ele tivesse sido cassado porque estaria por alguns anos impedido de se candidatar".

Victória afirma que o recolhimento das assinaturas, as quais seriam encaminhadas ao presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE/MG), para que este indefira o registro da candidatura de Bejani ao pleito 2008, foi suspenso momentaneamente, até o Comitê definir as próximas ações. "Não vamos parar. Nosso movimento é contra a corrupção".