Cidade

Por que Bejani foi preso? Com a instauração da Operação Pasárgada, o prefeito de Juiz de Fora já foi acusado de propina e enriquecimento ilícito. Entenda o que aconteceu

O prefeito Alberto Bejani renunciou ao cargo, na última segunda-feira, dia 16 de junho ( leia a carta com o pedido de renúncia), após ser acusado de receber propina para autorizar o aumento da passagem de ônibus em Juiz de Fora. Em um dos depoimentos realizado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), o vereador José Sóter de Figuerôa revelou que soube de Arlindo Geraldo Nogueira de Carvalho, consultor do Grupo Sim, que Bejani receberia cerca de R$ 1,5 milhão em propina por mês, pagos pela Construtora e Dragagem Paraopeba, pela Queiroz Galvão, pelo Grupo Sim, por Luiz Vagner Palheiros e pelas empresas de ônibus de Juiz de Fora.

A situação de Bejani se agravou quando a Polícia apreendeu, no cofre da Prefeitura, no dia 12 de junho, os DVDs que mostram negociações entre Bejani e empresários para liberar o aumento das tarifas de transporte público na cidade. Nos vídeos, o então prefeito aparece recebendo propina (video I - vídeo II).

Essa é a segunda prisão de Alberto Bejani em pouco mais de dois meses. Em abril, ele ficou quase 15 dias preso acusado no esquema de liberação irregular de verbas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Na ocasião, foi encontrado R$ 1,12 milhão na sua casa, além de cinco armas - duas carabinas, duas pistolas (uma de uso restrito) e um revólver. Ele acabou autuado em flagrante por porte ilegal de armas.

Em maio, após deixar a prisão, o prefeito concedeu uma entrevista coletiva e disse que o dinheiro era referente à venda de uma fazenda. Ele chegou a exibir um documento que comprovaria a transação. "A fazenda foi vendida por R$ 1 milhão e 200 mil para Abdalla Agronegócios Ltda., representado pelo diretor Marcelo Abdalla da Silva. O pagamento foi efetuado através de uma entrada de R$ 1 milhão, sendo estipulado no ato da assinatura do termo o pagamento do restante em sete dias a partir da assinatura do contrato", explica Bejani.

Mas, no último dia 12 de junho, a Polícia Federal realizou mais uma etapa da Operação Pasárgada que resultou em uma nova prisão de Bejani acusado também de receber proprina, sendo obrigado a renunciar ao cargo para não perder os direitos políticos.

O Portal ACESSA.com acompanhou todos os fatos que podem ser relembrados e relidos nos links abaixo:

Operação Pasárgada - parte I

Operação Pasárgada - parte II